terça-feira, 22 de julho de 2008

***OPORTUNIDADE ***

CONTRATAÇÃO DE INTÉRPRETES "LIBRAS"

PARA TRABALHAR EM NAVIOS DE TURISMO DA CVC

VERÃO 2008/2009

Estamos recrutando 12 intérpretes de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais)

para trabalharem em nossos navios, na temporada de 2008/2009.

Eles ficarão embarcados (contratação CLT) e à disposição para auxiliarem os passageiros surdos. Gostaria que vocês divulgassem essas vagas e, tendo alguma indicação, podem passar meu telefone/email para que os interessados me procurem. A ajuda de vocês é importantíssima, pois são vagas diferenciadas e temos um prazo curto para preenchê-las.

REQUISITOS: Fluência em LIBRAS Certificação Pró-Libras (por enquanto, é imprescindível, mas caso algum intérprete não o tenha, peça para me procurar).

Falar com Eneida Lima

Recursos Humanos CVC

Matriz Tel.: 55 -11-2191.8708 / Fax: 55-11-2191.8786

eneidalima@cvc.com.br


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Faby...♥ ás 07:57

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Miss com deficiência auditiva vai disputar concurso no Japão
Em outubro, no Japão, uma brasileira vai disputar o título de Miss Beleza Internacional. O nome dela é Vanessa Lima Vidal, 24, que ficou em segundo lugar no concurso Miss Brasil, representando o Ceará. A modelo ganhou fama também devido à deficiência auditiva. Ela não escuta, mas aprendeu a falar e lê lábios com fluência. A jovem ainda desperta a atenção da mídia. Sua história é um dos destaques da revista "Nova" deste mês, onde é apresentada como "a primeira miss deficiente auditiva na história do Brasil". Ela contou à publicação o que sentiu durante o desfile no Miss Brasil. "Naquele momento, além de alegria, senti que uma energia positiva fluía por todo o meu corpo e me encorajava. Afinal, eu estava ali porque vencera os preconceitos, me mantive firme à dieta e desejava receber a recompensa."
Fonte: Folha Online

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Faby...♥ ás 07:53

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Educação
Banco de dados gratuito disponível no MEC
É uma biblioteca virtual gratuita
Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;· escutar músicas em MP3 de alta qualidade;· Ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia;· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA· e muito mais....
Esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site:www.dominiopublico.gov.br
Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.' A educação deve confundir-se com o próprio processo de viver.'

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Faby...♥ ás 07:50

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Plura Consultoria

Inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

www.pluraconsultoria.com.br

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Faby...♥ ás 07:46

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Faby...♥ ás 07:44

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Curso de Pós-Graduação

***AMBIENTES INCLUSIVOS ***

FAMESP

Início: 06 de Sembro / 2008

Aulas 03 vezes ao mês

Visite o Site
www.famesp.com.br

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Faby...♥ ás 07:39

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quinta-feira, 3 de julho de 2008


O DIREITO AO TRABALHO DA PESSOA DEFICIENTE
Autor: COSTALATT, FERNANDA LAVRASE
Assunto: DEFICIENTES LEGISLAÇÃO

FICHA TÉCNICA:ISBN: 8598024015
Livro em portuguêsBrochura
R$ 20,00

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Faby...♥ ás 13:09

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A Ampla está buscando 125 crianças que tenham seqüelas como: lábio-leporino e fenda palatina para realizar gratuitamente a cirurgia de reparação.Informe o telefone da Ampla (21) 2562-2822 ou o site www.operacaosorriso.org.br

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Faby...♥ ás 12:56

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“CRESCER COM UM IRMÃO «DIFERENTE»”, livro da autoria de Ana Aragão Morais e Carmo Teixeira Turquin, ilustrações de Joana Bonvalot e prefácio de Nuno Lobo Antunes, traz-nos os testemunhos de 38 irmãos, dos 7 aos 25 anos, que falam pela primeira vez, da sua experiência pessoal e familiar, da convivência no dia-a-dia, e das suas preocupações com o futuro. As autoras concluem que, ”crescer com um irmão diferente”, seria mais fácil se as pessoas tivessem a abertura de acreditar, tal como muitos destes jovens nos ensinaram, que, no essencial, a “felicidade não é facilidade”.»

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Faby...♥ ás 12:51

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Júlia e seus amigos
Lia Crespo
32 páginas
ISBN: 85-7492-088-6
R$ 28,00 Ilustrações de Murilo
Uma bela e envolvente história infantil, que traz para a sala de aula uma discussão inadiável: a integração de crianças com deficiências na escola comum. Trata-se da Educação Inclusiva, proposta pedagógica que é apresentada neste livro através das peripécias de Júlia, menina de oito anos, que tem deficiência física. Ela sempre havia estudado em escolas especiais para deficientes, mas agora enfrentará um outro desafio: estudar junto com crianças não deficientes, numa nova escola.Júlia, então, se pergunta: a escola tem rampas para que ela possa se locomover com a cadeira de rodas? As outras crianças vão compreendê-la? Será que a professora é legal?Um livro divertido e emocionante, que mostra a necessidade de se valorizar o diferente, eliminando a segregação e fazendo da escola um espaço de convivência plena entre crianças, pais e educadores.

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Faby...♥ ás 12:44

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terça-feira, 10 de junho de 2008


Projeto especial de inclusão social para surdos:
Apresentações com Intérprete em Libras.
Em um país que prega o direito de igualdade entre os cidadãos é necessário ver a realidade dos surdos, onde a TV praticamente ignora sua existência e sua exclusão é nítida nas peças teatrais.A CIA do Bestunto, com o objetivo de praticar a arte inclusiva e minimizar as barreiras na comunicação, apresenta a primeira peça teatral de São Paulo com intérprete em Libras, o espetáculo "Pigmaleoa".A proposta visa maior integração dos surdos à sociedade, em atividades culturais.
Pigmaleoa está em cartaz às quartas-feiras, 21:00h, sendo que a intérprete em libras estará presente na última quarta-feira do mês de Maio e Junho, respectivamente dia 28/05/2008 e 25/06/2008, no Teatro Bibi Ferreira.
(Av. Brigadeiro Luis Antonio, 931- Bela vista - SP).
Para maiores informações: www.teatrobibiferreira.com.br - Fone: (11) 3105 3129

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Faby...♥ ás 20:32

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Aparelho de surdez funciona a base de energia solar
Em um futuro próximo, a preocupação presente entre os deficientes auditivos na hora de recarregar de seus aparelhos de surdez pode acabar. Isso porque um homem chamado Howard Weinstein, desenvolveu um dispositivo do gênero que funciona a base de energia solar.A tecnologia usada por Weinstein não foi divulgada - especula-se que seja baseada em um headset Bluetooth baseado também baseado em energia solar - mas sabe-se que ele contou com o apoio de diversas entidades filantrópicas e fundações para criar o dispositivo. De acordo com a revista Newsweek, cerca de 20 mil pessoas, em mais de 30 países, já estão usando sua invenção, cujo preço não chega a US$ 100, sendo que as baterias custam US$ 1 e duram entre dois e três anos. Outra boa notícia é que o Brasil também fará parte deste processo de Weinstein. Isso porque ele se prepara para desenvolver a segunda geração de aparelhos auditivos, juntamente com engenheiros da Universidade de São Paulo.

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Faby...♥ ás 20:29

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Tornando a internet mais acessível para cegos
Pesquisadores do Instituto Fraunhofer, na Alemanha, fornecem à iniciativa privada e a departamentos públicos a tecnologia necessária para tornar seus sites mais acessíveis a portadores de deficiência visual. Supõe-se que a internet facilite a vida. No entanto, provedores que utilizam atalhos em seus códigos podem vir a deixar deficientes visuais com o dia-a-dia ainda mais complicado. Já há alguns anos, programas especiais de software proporcionam aos que não enxergam a possibilidade de surfar na internet. Os chamados "ledores de tela" decifram os textos da web e reproduzem os mesmos com a ajuda de sintetizadores de voz. Descrições de textos em html também possibilitam aos deficientes visuais reconhecer ícones ou gráficos, que normalmente aparecem na tela. Além dos ledores de tela, há também programas destinados aos que apresentam deficiências visuais não completas, como idosos, por exemplo. Nesses casos, o software utilizado aumenta detalhes da página na tela. Primórdios das pesquisas - Apesar do desenvolvimento científico observado, ainda há muito a fazer. "Seria ótimo se eu pudesse ter acesso online à minha conta bancária, pois assim não iria precisar de uma pessoa para cuidar de meus extratos. Assim, deixaria de me sentir nu como me sinto agora", observa o jornalista cego Matthias Klaus, que , com o uso da internet, consegue executar seu trabalho de forma bem mais confortável que antes. Os bancos pertencem, no entanto, ao tipo de empresa cujo software, via de regra, não permite a leitura de textos para deficientes visuais. Em função do uso extremo de cores, forma e gráficos, a leitura dos textos torna-se inviável através dos programas existentes no mercado. "Se um webdesigner pretende oferecer um determinado conteúdo, utilizando tipos e tamanhos de letra muito específicos, ele provavelmente terá problemas para criar páginas livres de barreiras", afirma Henrike Gappa, do Instituto Fraunhofer, uma das maiores instituições de pesquisa da Alemanha, que congrega 56 unidades espalhadas por todo o país. Os cientistas que trabalham para o instituto pretendem ajudar tanto a iniciativa privada quanto o governo na criação de websites isentos de tais barreiras. Custos - No passado, uma série de empresas alemãs evitaram oferecer páginas na web desenvolvidas para pessoas com deficiências, por acreditarem que estas poderiam trazer custos adicionais. Este é um preconceito que os pesquisadores do Instituto Fraunhofer estão empenhados em eliminar. Segundo eles, é absolutamente desnecessário criar páginas voltadas especialmente para portadores de deficiências. Basta fazer um bom design, criando um tipo simples de website, que este será acessível a todos. O mecanismo é simples: as imagens utilizadas nas páginas deverão usar sempre etiquetas (tags) de descrição do padrão html, evitando elementos complexos. "Estamos tentando treinar webdesigners, empresas e autoridades governamentais a criar sites acessíveis para deficientes através de qualquer tipo de software", afirma Gappa. Se a iniciativa privada não pode ser forçada a seguir essas regras, pelo menos os departamentos públicos alemães serão obrigados a construir páginas viáveis ao acesso do deficiente.

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A presidente da Feneis lança o livro Cultura Surda, por Karin Strobel

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terça-feira, 20 de maio de 2008

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“CAMINHANDO EM SILÊNCIO

Uma introdução à trajetória da pessoa com deficiência na história do Brasil”, de Emílio Figueira. Neste momento quando o tema Inclusão Social e Escolar estar em voga, esta obra traça em suas 184 páginas o percurso das pessoas com deficiência na História do Brasil, passando pelos os indígenas, os jesuítas, a escravidão, o Império, o surgimento da medicina brasileira, a República, os momentos da Educação Especial, chegando à consciência e aos movimentos políticos dessas pessoas e sua autonomia iniciada em 1981. Foca ainda a temática “deficiência” dentro de nossas lendas, literatura e artes em geral.

Fruto de uma pesquisa sistemática durante dez anos, seu contexto reforça a teoria que a maioria das questões que envolvem as pessoas com deficiência no Brasil - por exemplo, mecanismos de exclusão, políticas de assistencialismo, sentimentos de piedade, caridade, inferioridade, oportunismo, dentre outras -, foram construídas culturalmente. Na organização dos capítulos há uma forma didática e multidisciplinar, visando colaborar com várias áreas como Psicologia, Pedagogia, Sociologia, História, Medicina, Artes e afins.

Considerando este trabalho como o nascimento de uma Historiografia especializada em assuntos da pessoa com deficiência no Brasil, Emílio Figueira é psicólogo, jornalista e historiador, sendo este o seu décimo primeiro livro publicado. Como pesquisador há duas décadas na área, conta com mais de quarenta artigos científicos publicados no Brasil e exterior. Atualmente cursa mestrado em Educação: Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica - PUC/SP.
O livro pode ser adquirido no site da editora www.gizeditorial.com.br

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A respeito da inclusão escolar no Brasil

*Ana Beatriz Teixeira Iumatti

Introdução

Introdução

Para podermos compreender melhor as raízes do movimento de inclusão escolar que presenciamos aqui no Brasil, devemos nos debruçar sobre algumas declarações internacionais que influenciaram a formulação das leis e políticas de educação brasileiras. Desde a década de 40 e, mais intensamente, a partir da década de 90, iniciaram-se movimentos mundiais de luta pelos direitos humanos, nos quais se abordava fortemente as idéias de acesso universal à escola e de inclusão das crianças com necessidades especiais. Aqui no Brasil esta tendência se verificou, durante a década de 90, pelo crescimento de um modelo democrático de educação e pela formulação de leis para fundamentar e exigir que todas estas idéias fossem postas em prática. Isto se refletiu numa exigência de mudança dos sistemas educacionais então vigentes. Dentre estas mudanças, buscava-se justamente romper com um modelo educacional que possuía uma lógica excludente, por ignorar as diferenças de seus alunos e, não prever nenhuma medida educacional para dar conta delas.
Marcos da educação inclusiva

Três declarações internacionais, formuladas por organismos pertencentes à ONU (Unesco e Oficina do Auto Comissariado de Direitos Humanos), representam importantes marcos legais para a educação inclusiva. A ONU (Organização das Nações Unidas) foi fundada em 24 de outubro de 1945, por 51 países membros, emergindo de um contexto histórico marcado pelas duas grandes guerras mundiais, trazendo em seu bojo objetivos de paz, de cooperação internacional e de fortalecimento de valores democráticos. A primeira destas declarações é a Declaração Universal de Direitos Humanos propalada pela ONU, em 1948, que apontava para garantia dos direitos à liberdade, à igualdade e à dignidade para todo ser humano, a despeito da raça, sexo, origem nacional, social, posição econômica, nascimento ou qualquer outra condição. Um destes direitos básicos é o direito à educação. Referendando a Declaração Universal de Direitos Humanos, especificamente no que concerne ao direito à educação, foi elaborada a Declaração Mundial sobre Educação para Todos e “Plano de Ação para Satisfazer as Necessidades Básicas de Aprendizagem”. Esta declaração foi redigida em 1990, em Jomtien na Tailândia, após conferência mundial que reuniu vários representantes de governos, organismos internacionais e bilaterais de desenvolvimento e organizações não governamentais, sob a égide da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura). Nesta declaração reforça-se a necessidade de reunir esforços na luta pelo acesso às necessidades básicas de aprendizagem de todos os cidadãos, sejam eles, crianças, jovens ou adultos. A questão central é a de promover um investimento nos sistemas educacionais para que seja possível o acesso de todos à educação básica. Esta declaração resultou na elaboração de um plano de ação com o objetivo de proporcionar educação básica para todos. É importante ressaltar que o Brasil estabeleceu metas e compromissos para a universalização do ensino. Outra declaração fundamental com a qual o Brasil estabeleceu compromisso foi a Declaração de Salamanca, fruto também do trabalho da Unesco com o fim de estabelecer uma diretriz comum para a inserção da criança com necessidades educacionais especiais. Nesta declaração o foco situa-se justamente na população alvo da inclusão escolar, que são as crianças com deficiências. Esta declaração culminou no documento das Nações Unidas – “Regras Padrões sobre Equalização de Oportunidades para Pessoas com Deficiências”, o qual requer que os Estados assegurem a educação de pessoas com deficiências como parte integrante do sistema educacional (Declaração de Salamanca p.1). Este documento foi fundamental para que se iniciasse e se providenciasse os instrumentos de atendimento para crianças com necessidades especiais. Aqui no Brasil esta declaração certamente serviu como fio condutor do que viria a se consolidar como “Política Nacional para Inclusão das Crianças com Necessidades Especiais” e na elaboração de todas as leis relacionadas à educação especial. O Brasil assumiu, portanto, compromisso frente a estas duas declarações internacionais e é nítida a presença destes princípios nas leis brasileiras e nas diretrizes do MEC (Ministério de Educação e Cultura). Outro documento internacional, que engloba a questão da inclusão e proíbe a discriminação em razão de deficiência, é a “Convenção da Guatemala”. Esta convenção interamericana, de 1999, prevê a eliminação de todas as formas de discriminação contra a pessoa com deficiência, e também foi assinada pelo Brasil.
O que é educação especial?

É importante definirmos o que é, afinal, a Educação Especial da qual a inclusão, agora, é linha mestra.

“A educação especial no Brasil segue os pressupostos formulados pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que define a educação especial como modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para pessoas com necessidades educacionais especiais. A educação especial é uma modalidade de educação considerada como um conjunto de recursos educacionais e de estratégias de apoio que estejam à disposição de todos os alunos, oferecendo diferentes alternativas de atendimento.” (definição dada pelo MEC) A Educação Especial prevê, portanto, uma rearticulação da educação no sentido de providenciar estratégias e métodos que dêem conta do atendimento às crianças com necessidades especiais. E que estes instrumentos possam ser absorvidos e utilizados não só pela criança especial, mas por toda comunidade escolar. Estas diretrizes de inclusão estão presentes nas leis e estatutos atuais que de alguma forma abordam a questão escolar. Estão presentes na Constituição Federal, nas leis estaduais e municipais, no Estatuto da Criança e do Adolescente e na LDB. Estes documentos são unânimes na prerrogativa de uma educação para todos e de que crianças com necessidades educacionais especiais devam ser inseridas preferencialmente na rede regular de ensino. Portanto, a obrigação da escola em receber crianças com necessidades educacionais especiais é uma obrigação legal, havendo inclusive penalidade para quem a descumprir. A lei n. 7.853, de 1989, que saiu um ano depois da Constituição Federal, prevê que é crime a recusa, por parte da escola, de matricular uma criança com deficiência ou cancelar presença de criança já matriculada. A lei existe, mas para que ela seja cumprida, de fato, é necessário que a sociedade e cada um de seus cidadãos a façam valer. Por isso é fundamental que todos cumpram com o seu papel de direitos e de deveres. Por exemplo, é necessário que os pais quando obtiverem recusa de seus filhos nas escolas e, sentirem os direitos de seus filhos lesados, procurem se informar através do Ministério Público ou Conselho Tutelar a respeito da legitimidade da recusa. Uma das orientações dada pelo Ministério Público quanto aos procedimentos dos pais, no caso da matrícula do filho ser rejeitada, é o de documentar a recusa, através da apresentação de pedido de matrícula por escrito. Neste sentido, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão lançou uma cartilha chamada “O acesso de pessoas com deficiência às classes e escolas comuns da rede regular de ensino” (disponível nas secretarias de Educação de todos os estados brasileiros e também na Procuradoria Geral da República. Nesta cartilha são apresentados aspectos jurídicos do direito à educação e orientações para professores, dirigentes escolares e para os pais que tenham filhos portadores de necessidades especiais.
Afinal, quem é exatamente a clientela da Educação Especial?

“É importante esclarecer que embora as necessidades especiais sejam amplas e diversificadas, a atual Política Nacional de Educação Especial aponta para uma definição de prioridades no que se refere ao atendimento especializado a ser oferecido na escola. Nessa perspectiva define como aluno portador de necessidades especiais aquele que “... por apresentar necessidades próprias e diferentes dos demais alunos no domínio das aprendizagens curriculares correspondentes à sua idade, requer recursos pedagógicos e metodologias educacionais específicas.” A classificação desses alunos, para efeito de prioridade no atendimento educacional especializado (preferencialmente na rede regular de ensino), consta da referida Política e dá ênfase a:

• portadores de deficiência mental, auditiva, física e múltipla;

• portadores de condutas típicas;

• portadores de superdotação.

(Dados dos Parâmetros Curriculares Nacionais Adaptação Curriculares Estratégias para educação de alunos com necessidades educacionais especiais, 1998)

As exigências para incluir todas as crianças na escola deu nova perspectiva para os alunos com necessidades especiais aqui no Brasil, mas estamos apenas no começo. Existe ainda uma forte exigência pela capacitação por parte dos professores, que se sentem com muita dificuldade para conduzir a inclusão dentro da sala de aula. Existe a ciência desta necessidade por parte do MEC, que neste sentido, tem disponibilizado material para orientar e capacitar os professores através de sugestões de estratégias a serem utilizadas junto às crianças e jovens com deficiência. Há muito conhecimento sendo produzido em torno desta questão. Existem sites que disponibilizam informações a respeito da inclusão educacional com relato de experiências, dicas de estratégias, recursos, debates virtuais e cursos que podem servir como fonte de apoio para os professores, tais quais, o site da Rede Saci e do Educarede. Deve-se levar em conta também a constante reflexão dos professores sobre suas próprias práticas de sala de aula para que possam ir encontrando caminhos a partir das dificuldades que apareçam. Mesmo crianças com uma mesma deficiência podem possuir necessidades diferentes, portanto não há uma regra ou padrão que possa ser aplicada pelo professor a um único grupo. É importante que os casos sejam discutidos e pensados de forma única para que sejam bem sucedidos. A questão da inclusão reforçou a necessidade da escola repensar seu papel e suas práticas. Caminha-se para a construção de uma nova escola que aceite e respeite as diferenças e que trabalhe sobre uma nova perspectiva, da singularidade do aluno que aprende, incluindo aqui, também, a singularidade do professor, já que nenhum professor ensina de maneira igual a outro. Ele também possui sua particularidade na forma como transmite o conhecimento. Não há um único padrão de ensino, muito menos um único aluno, idealizado, que atenda a este padrão. Este novo olhar para educação deve ser almejado como uma nova dinâmica para a relação de ensino e aprendizagem, no sentido de atentar para as singularidades. A singularidade do aluno está presente nos diferentes ritmos de aprendizagem, em uma maior ou menor afinidade com determinadas áreas, em uma habilidade maior para algumas tarefas e inabilidade para com outras, etc. Enfim, são inúmeras as evidências de que as crianças e adolescentes não apreendem conhecimentos da mesma forma e nem de forma homogênea. Repensar o papel do professor e do aluno dentro deste contexto pode beneficiar, não só, aos portadores de deficiência, de conduta e superdotados, mas a todos os alunos. As sementes estão todas lançadas para que a educação possa de fato realizar a inclusão. Nossas leis, estatutos e diretrizes educacionais indicam o caminho, resta arregaçar as mangas para começar a implementar estas reformas, com todas as dúvidas, dificuldades e tropeços que inevitavelmente surgirão.

Ana Beatriz é psicóloga com especialização em psicologia escolar e coordenadora dos Observatórios de Educação e do Trabalho da Rede SACI

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::. INCLUSÃO ESCOLAR: Um desafio entre o ideal e o real
Marilú Mourão Pereira Fisioterapeuta - FADERS

Email: marilumouraopereira@via-rs.net

O presente artigo pretende provocar uma análise e reflexão a respeito das políticas de inclusão, levando em conta os paradigmas conceituais e princípios que vem sendo progressivamente defendidos em documentos nacionais e internacionais.
A inclusão é um movimento mundial de luta das pessoas com deficiências e seus familiares na busca dos seus direitos e lugar na sociedade. Mas o que é de fato a inclusão? O que leva as pessoas a terem entendimentos e significados tão diferentes? Cabe aqui tecer algumas reflexões, pois dessa forma estaremos contribuindo para uma prática menos segregacionista e menos preconceituosa. O adjetivo ”inclusivo" é usado quando se busca qualidade para todas as pessoas com ou sem deficiência. Na primeira Conferência da Rede Ibero-Americana de Organizações Não Governamentais de Pessoas com Deficiência e suas Famílias, reunida em Caracas, entre os dias 14 e 18 de outubro de 2002, considerando que é compromisso de todos elevar a qualidade de vida de pessoas com deficiência e suas famílias por meio de serviços de qualidade em saúde, educação, moradia e trabalho, declararam, 2004 como o ANO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E SUAS FAMÍLlAS, almejando a vigência efetiva das Normas sobre a Equiparação de Oportunidades para Pessoas com Deficiências e o cumprimento dos acordos estabelecidos na Convenção Interamericana para Eliminação de todas as Formas de Discriminação Contra as Pessoas com Deficiência (Convenção da Guatemala­ 2001). O termo inclusão já trás implícito a idéia de exclusão, pois só é possível incluir alguém que já foi excluído. A inclusão está respaldada na dialética inclusão/ exclusão, com a luta das minorias na defesa dos seus direitos. Para falar sobre inclusão escolar é preciso repensar o sentido que se está atribuindo à educação, além de atualizar nossas concepções e resignificar o processo de construção de todo o indivíduo, compreendendo a complexidade e amplitude que envolve essa temática. Também se faz necessário, uma mudança de paradigma dos sistemas educacionais onde se centra mais no aprendiz, levando em conta suas potencialidades e não apenas as disciplinas e resultados quantitativos, favorecendo uma pequena parcela dos alunos. A idéia de uma sociedade inclusiva se fundamenta numa filosofia que reconhece e valoriza a diversidade, como característica inerente à constituição de qualquer sociedade. Partindo desse principio e tendo como horizonte o cenário ético dos Direitos Humanos, sinaliza a necessidade de se garantir o acesso e a participação de todos, a todas as oportunidades, independentemente das peculiaridades de cada individuo. O paradigma da inclusão vem ao longo dos anos, buscando a não exclusão escolar e propondo ações que garantam o acesso e permanência do aluno com deficiência no ensino regular. No entanto, o paradigma da segregação é forte e enraizado nas escolas e com todas as dificuldades e desafios a enfrentar, acabam por reforçar o desejo de mantê-los em espaços especializados. Contudo a inclusão coloca inúmeros questionamentos aos professores e técnicos que atuam nessa área. Por isso é necessário avaliar a realidade e as controvertidas posições e opiniões sobre o termo. Outro aspecto a ser considerado é o papel do professor, pois é difícil repensar sobre o que estamos habituados a fazer, além do mais a escola está estruturada para trabalhar com a homogeneidade e nunca com a diversidade. A tendência é focar as deficiências dos nossos sistemas educacionais no desenvolvimento pleno da pessoa, onde se fala em fracasso escolar, no déficit de atenção na hiperatividade e nas deficiências onde o problema fica centrado na incompetência do aluno. Isso é cultura na escola, onde não se pensa como está se dando esse processo ensino-aprendizagem e qual o papel do professor no referido processo. Temos que refletir sobre a educação em geral para pensarmos em inclusão da pessoa com deficiência. Há também que se lembrar que todos os alunos vêm com conhecimentos de realidade que não pode ser desconsiderado, pois faz parte de sua história de vida, exigindo uma forma diferenciada no sistema de aprendizagem. Mas temos que pensar que para que a inclusão se efetue, não basta estar garantido na legislação, mas demanda modificações profundas e importantes no sistema de ensino. Essas mudanças deverão levar em conta o contexto sócio.­econômico, além de serem gradativos, planejadas e contínuas para garantir uma educação de ótima qualidade (Bueno, 1998). Portanto a inclusão depende de mudança de valores da sociedade e a vivência de um novo paradigma que não se faz com simples recomendações técnicas, como se fossem receitas de bolo, mas com reflexões dos professores, direções, pais, alunos e comunidade. Contudo essa questão não é tão simples, pois, devemos levar em conta as diferenças. Como colocar no mesmo espaço demandas tão diferentes e específicas se muitas vezes, nem a escola especial consegue dar conta desse atendimento de forma adequada, já que lá também temos demandas diferentes? Kunc (1992), fala sobre inclusão: "o principio fundamental da educação inclusiva é a valorização da diversidade e da comunidade humana. Quando a educação inclusiva é totalmente abraçada, nós abandonamos a idéia de que as crianças devem se tornar normais para contribuir para o mundo". Temos que diferenciar a integração da inclusão, na qual na primeira, tudo depende do aluno e ele é que tem que se adaptar buscando alternativas para se integrar, ao passo que na inclusão, o social deverá modificar-se e preparar-se para receber o aluno com deficiência. A inclusão também passa por mudanças na constituição psíquica do homem, para o entendimento do que é a diversidade humana. Também é necessário considerar a forma como nossa sociedade está organizada, onde o acesso aos serviços é sempre dificultado pelos mais variados motivos. Jamais haverá inclusão se a sociedade se sentir no direito de escolher quais os deficientes poderão ser incluídos. É preciso que as pessoas falem por si mesmas, pois sabem do que precisam, de suas expectativas e dificuldades como qualquer cidadão. Mas não basta ouvi-los, é necessário propor e desenvolver ações que venham modificar e orientar as formas de se pensar na própria inclusão. A Declaração de Madrid (2002), define o parâmetro conceitual para a construção de uma sociedade inclusiva, focalizando os direitos das pessoas com deficiências, as medidas legais, a vida independente, entre outros: ”O que for feito hoje em nome da questão da deficiência terá significado para todos no mundo de amanhã”. O marco histórico da inclusão foi em junho de 1994, com a Declaração da Salamanca Espanha, realizado pela UNESCO na Conferência Mundial Sobre Necessidades Educativas Especiais: Acesso e Qualidade , assinado por 92 países, que tem como princípio fundamental: "todos os alunos devem aprender juntos, sempre que possível, independente das dificuldades e diferenças que apresentem".
O Brasil é Signatário de documentos internacionais que definem a inserção incondicional de pessoas com deficiência na sociedade - a chamada inclusão. Muito mais do que uma idéia defendida com entusiasmo por profissionais de diversas áreas desde 1990 a construção de sociedades inclusivas, nos mais diferentes pontos do planeta, é meta do que se poderia chamar de movimento pelos "direitos humanos de todos os humanos". No dia 14 de dezembro foi assinada a resolução 45/ 91da ONU, que solicitou ao mundo "uma mudança no foco do programa das nações unidas sobre deficiência passando da conscientização para a ação, com o compromisso de se concluir com êxito uma sociedade global para todos por volta de 2010". No Brasil, a Lei de Diretrizes e Bases em 1996, refere-se sobre estar "preferencialmente" incluída, mas também haverá quando necessários serviços de apoio especializado na escola regular para atender as peculiaridades e que o atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que em função das condições específicas do aluno não for possível sua integração nas classes comuns do ensino regular. Com a Resolução n.2/2001 que instituiu as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, houve um avanço na perspectiva da universalização e atenção à diversidade, na educação brasileira,com a seguinte recomendação: Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos,cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para a educação de qualidade para todos. No entanto a realidade desse processo INCLUSIVO é bem diferente do que se propõe na legislação e requer muitas discussões relativas ao tema. No Japão, em 2002, foi aprovada a declaração de Sopporo representado por 109 países, por ocasião da VI assembléia mundial da Disabled Peoples International-DPI, onde fala sobre a educação inclusiva: "a participação plena começa desde a infância nas salas de aulas, nas áreas de recreio e em programas e serviços. Quando crianças com deficiência se sentam lado a lado com muitas outras crianças, as nossas comunidades são enriquecidas com a aceitação de todas as crianças. Devemos instar os governos em todo mundo a erradicarem a educação segregada e estabelecer uma política de educação inclusiva".

A REALIDADE:
Nos deparamos com freqüência com as resistências dos professores e direções, manifestadas através de questionamentos e queixas ou até mesmo com expectativas de que possamos apresentar soluções mágicas, de aplicação imediata causando certa decepção e frustração, pois ela não existe. O problema se agrava quando vemos o professor totalmente dependente de apoio ou assessoria de profissional da área da saúde, pois nesse caso a questão clínica se sobressai e novamente o pedagógico fica esquecido. Com isso o professor se sente desvalorizado e fora do processo por considerar esse aluno como doente concluindo que não pode fazer nada por ele, pois ele precisa de tratamento especializado da clínica. Parece que o professor está esquecendo do seu papel, porém não se considera, o momento do professor, sua formação, as condições da própria escola em receber esses alunos, que entram nas escolas e continuam excluídos de todo o processo de ensino-aprendizagem e social, causando frustração e fracassos, dificultando assim a proposta de inclusão. Por um lado os professores julgam-se incapazes de dar conta dessa demanda, despreparados e impotentes frente a essa realidade que é agravada pela falta de material adequado, de apoio administrativo e recursos financeiros. Observa-se com freqüência, a dificuldade dos professores, a partir de suas falas carregadas de preconceitos e estigmas, frustrações e medo: "não sou capaz disso", "não sei por onde começar", "é preciso ter uma equipe técnica na escola", "a direção não entende", "vai prejudicar os outros alunos", "não vou beneficiar o aluno com deficiência", "a criança com deficiência sofre rejeição dos outros alunos", "preciso de assessoramento em sala de aula, tanto para os com deficiência quanto para os de altas habilidades", ficamos angustiados e sem ação frente a esse aluno" , "precisamos de pessoal qualificado que nos ajude a amenizar a angústia que temos ao trabalhar com eles", "o professor encontra-se perdido quanto à inclusão", "alunos e professores despreparados para aceitá-los", "imposto pelo MEC as escolas tem que recebê-los", "qual as metodologias mais rápidas, eficientes e adequadas ao nosso aluno? "," necessitamos treinamento específico", "não somos preparados para atuar em todas as áreas", "como alfabetizar o deficiente? ", " como realizar prova diferente para o aluno especial? ", que atitude tomar com a criança hiperativa se os outros alunos não aceitam o diferente? ", "o professor encontra-se perdido diante o aluno portador de necessidades especiais", "como trabalhar esse aluno na parte psicológica? ", "os professores são despreparados para atender melhor o aluno especial"... Segundo Figueira, (1995,) "palavras são expressões verbais de imagens construídas pela mente. Às vezes, o uso de certos termos, muito difundido e aparentemente inocentes, reforça preconceitos. Além dessas falas, temos observado, o medo da mudança com a certeza do fracasso e medo da diferença onde se sentem ameaçados, os que provocam afastamento, o estigma e conseqüentemente o preconceito. O professor desconhece quem é este sujeito, suas possibilidades, seu desejos, suas dificuldades e limitações". Devemos considerar também os conflitos que se estabelecem nas relações­ frente às questões relativas à gratificação no plano salarial e o aumento no trabalho para os professores do ensino regular. Aliado a esse contexto escolar, encontramos a dificuldade do ponto de vista econômico, principalmente nos pequenos municípios, que analisam o custo ­benefício da acessibilidade, como, adaptar os ônibus, com custo elevado para o número insignificante de pessoas com deficiência. Por trás disso, sabe-se que tem a idéia, que as pessoas com deficiência são improdutivas e por isso pouco se investe. Contudo esse posicionamento dificulta a entrada na escola e no trabalho, acentuando assim a sua condição desfavorecida em relação a outras pessoas.
Cabe salientar ainda que segundo a ONU, alguns fatores ainda interferem na inclusão: ignorância negligencia e superstição e o medo (Wernek 1997).Estes fatores são mantidos certamente pela desinformação a respeito das deficiências e inclusão. Em reunião técnica com os procuradores da república e promotores de justiça promovida pela COROE e Departamento dos direitos humanos (Ministério da Justiça) e Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (Ministério Publico Federal), que destacaram, como dificuldades para o acesso ao sistema de ensino: as barreiras arquitetônicas, a deficiente qualificação do profissional da rede de ensino, a resistência do sistema educacional em receber alunos com deficiência em seus estabelecimentos de ensino, a inexistência de material adequado para o atendimento do aluno, o numero excessivo de alunos na sala de aula, dificultando o acesso e permanência com qualidade do aluno com deficiência, a insuficiência de transporte publico adequado até o estabelecimento de ensino e inexistência de dados que identifique a demanda não atendida pelo sistema de ensino.
Com a Declaração de Quito em 11 de abril de 2003, os governos da América Latina defendem uma Convenção Internacional para a proteção e promoção dos direitos e dignidade da ONU.

CONCLUSÃO

Portanto as mudanças são fundamentais para inclusão, mas exige esforço de todos possibilitando que a escola possa ser vista como um ambiente de construção de conhecimento, deixando de existir a discriminação de idade e capacidade. Para isso, a educação deverá ter um caráter amplo e complexo, favorecendo a construção ao longo da vida, e todo aluno, independente das dificuldades, poderá beneficiar-se dos programas educacionais, desde que sejam dadas as oportunidades adequadas para o desenvolvimento de suas potencialidades. Isso exige do professor uma mudança de postura além da redefinição de papeis que possa assim favorecer o processo de inclusão.
Para que a inclusão seja uma realidade, será necessário rever uma série de barreiras, além da política e práticas pedagógicas e dos processos de avaliação. É necessário conhecer o desenvolvimento humano e suas relações com o processo de ensino aprendizagem, levando em conta como se dá este processo para cada aluno. Devemos utilizar novas tecnologias e Investir em capacitação, atualização, sensibilização, envolvendo toda comunidade escolar. Focar na formação profissional do professor, que é relevante para aprofundar as discussões teóricas práticas, proporcionando subsídios com vistas à melhoria do processo ensino aprendizagem. Assessorar o professor para resolução de problemas no cotidiano na sala de aula, criando alternativas que possam beneficiar todos os alunos. Utilizar currículos e metodologias flexíveis, levando em conta a singularidade de cada aluno, respeitando seus interesses,suas idéias e desafios para novas situações. Investir na proposta de diversificação de conteúdos e práticas que possam melhorar as relações entre professor e alunos. Avaliar de forma continuada e permanente, dando ênfase na qualidade do conhecimento e não na quantidade, oportunizando a criatividade, a cooperação e a participação.
Valorização maior das metas e não dos obstáculos encontrados pelo caminho, priorizando as questões pedagógicas e não apenas a questão biológica, com expectativa de que tudo será resolvido pela saúde.
Não temos nenhuma proposta de inclusão que possa ser generalizada ou multiplicada, pois ainda é incipiente, no entanto é de consenso que esse processo é de responsabilidade de toda a sociedade e por tanto é preciso que a escola esteja aberta para a "escuta", favorecendo assim, as trocas para a construção do processo de inclusão escolar.
Concluímos que para o processo de inclusão escolar é preciso que haja uma transformação no sistema de ensino que vem beneficiar toda e qualquer pessoa, levando em conta a especificidade do sujeito e não mais as suas deficiências e limitações.


Referências:


MEC - Ministério de Educação - Secretaria de Educação Especial ­POlÍTICA NACIONAl DE EDUCAÇÃO ESPECIAL, Brasília MEC - SEEDSP 1994.


Montoam, Maria Tereza Eglér e colaboradores, INTEGRAÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - editora Memnon edições científicas Itda, 1997.


Mídia e Deficiência - Brasília Andi, Fundação Banco do Brasil 2003- série diversidade.


Ministério da Justiça - DECLARAÇÃO DE SALAMANCA E LINHA DE AÇÃO SOBRE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS - Brasília, corde, 1997.


Congresso Nacional - lei de Diretíizes e Bases da Educação Nacional, 1996.


Congresso Nacional - Constituição da República Federativa do Brasil ­Brasília - Senado Federal, 1988.


Conselho Nacional de Educação - Câmara de Educação Básica ­Resolução CNE/CNB n.2 de 11 de setembro de 2001 - Brasília.


Figueira, E. A Imagem do Portador de Deficiência Mental na Sociedade e nos Meios de Comunicação - Ministério da Educação - Secretaria de Educação Especial.


YUS, Rafael - Educação Especial Uma Educação Holística para o séc XXI, Tradução. Daisy Vaz de Moraes - Porto Alegre, ARTIMED, 2002.


Poso, Juan Ignácio - Aprendizes e mestres: a nova cultura da aprendizagem Juan Ignácio Pozo; trad. Emani Rosa - Porto Alegre: Artmed 2002.


Referenciais para Construção de Sistemas Educacionais Inclusivos-Fundamentação Filosóficos a História a Formação-EDUCAÇÃO INCLUSIVA Direito à Diversidade-curso de Formação de Gestores e Educadores.

Fonte:

http://www.pedagobrasil.com.br/educacaoespecial/inclusaoescolar.htm

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quinta-feira, 8 de maio de 2008


Pedido de uma criança
aos seus pais

Não tenham medo de serem firmes comigo.Prefiro assim. Isso faz com que me sinta mais seguro.Não me estraguem. Sei que não devo ter tudo que quero.Só estou experimentando vocês.Não deixem que eu adquira maus hábitos.Não me corrijam com raiva e nem na presença de estranhos.Aprenderei muito mais se falarem com mais calma e em particular.Não me protejam na conseqüência de meus erros.Não levem muito a sério minhas pequenas dores.Necessito delas para obter a atenção que desejo.Não sejam irritantes ao me corrigirem.Se assim fizerem, poderei fazer ao contrário do que me pedem.Não me façam promessas que não poderão cumprir depois.Lembrem-se que isto me deixará profundamente desapontado.Não ponham a prova minha honestidade.Sou facilmente tentado a me dizer mentiras.Não me mostrem um Deus carrancudo e vingativo. Isto me afastará dele.Não desconversem quando faço pergunta, senão eu procurarei nas ruas as respostas que não obtiver em casa. Não se mostrem para mim como pessoas perfeitas e infalíveis. Ficarei extremamente chocados quando descobrir algum erro de vocês. Não digam que meus temores são bobos, mas sim, ajudem-me a compreendê-los.Não digam que não conseguem me controlar. Eu julgarei que sou mais forte que vocês.Não me tratem como uma pessoa sem personalidade. Lembre-se que tenho meu próprio modo de ser. Não vivam me apontando os defeitos das pessoas que me cercam. Isto criará em mim desde cedo um espírito intolerante. Não se esqueçam que gosto de experimentar as coisas por mim mesmo. Não queiram me ensinar tudo. Não desistam de ensinar o bem, mesmo que eu pareça não estar aprendendo. No futuro, vocês verão em mim o fruto que plantaram.
(Autor: Desconhecido)

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"Sem a curiosidade que me move,
que me inquieta,
que me insere na busca,
não aprendo nem ensino".
( Paulo Freire )

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Como conhecer o cérebro dos disléxicos
por Vicente Martins

A dislexia é tema de novela da Globo. O papel de disléxica em "Duas Caras" cabe à atriz Bárbara Borges, que vive Clarissa, uma jovem que tem o sonho de ser juíza, mas sempre enfrentou dificuldades leitoras. Com o apoio da mãe, ela passará no vestibular para o curso de direito. Assim como Clarissa, os disléxicos são pessoas normais que, surpreendentemente, no período escolar, apresentam dificuldades em leitura e, em geral, problemas, também, com a ortografia e a organização da escrita. Como ajudar pais, especialmente mães, de disléxicos? O presente artigo mostra como os pais, docentes e psicopedagogos, conhecendo o cérebro dos disléxicos, poderão ajudá-los a ler e compreender o texto lido. A leitura, como sabemos, seja para disléxicos ou não, é uma habilidade complexa. Não nascemos leitores ou escritores. O módulo fonológico é o único, no genoma humano, que não se desenvolve por instinto. Realmente, precisamos aprender a ler, escrever e a grafar corretamente as palavras, mesmo porque as três habilidades lingüísticas são cultural e historicamente construídas pelo homo sapiens.
A leitura só deixa de ser complexa quando a automatizamos. Como somos diferentes, temos maneiras diferentes de reconhecer as palavras escritas e, assim, temos diferenças fundamentais no processo de aquisição de leitura durante a alfabetização. Esse automatismo leitor exige domínios na fonologia da língua materna, especialmente a consciência fonológica, isto é, a consciência de que o acesso ao léxico (palavra ou leitura) exige conhecimentos formais, sistemáticos, escolares, gramaticais e metalingüísticos do princípio alfabético do nosso sistema de escrita, que se caracteriza pela correspondência entre letras e fonemas (vogais, semivogais e consoantes). A experiência de uma alfabetização exitosa é importante para nossa educação leitora no mundo povoado de letras, literatura, poesia, imagens, ócones, símbolos, metáforas e diversidade de mídias e textos.
A compreensão do valor da leitura em nossas vidas, especialmente, na sociedade do conhecimento, é base para desmistificarmos o conceito inquietante da dislexia e do cérebro dos disléxicos. A dislexia não é doença, mas compromete o acesso ao mundo da leitura. A dislexia parece bloquear o acesso de crianças especiais à sociedade letrada. Deixa-os, então, lentas, dispersas, agressivas e em atraso escolar. Os docentes, pais e psicopedagogos que lidam com disléxicos devem seguir, então, alguns princípios ou passos para atuação eficiente com aqueles que apresentam dificuldades cognitivas na área de leitura, escrita e ortografia. Vamos descrever cada um deles a seguir.
O primeiro princípio ou passo é o de se começar pela descrição e explicação da deslexia. Uma criança com deficiência mental, por exemplo, não pode ser apontada como disléxica, porque a etiologia de sua dificuldade é orgânica, portanto, de natureza clínica e não exclusivamente cognitiva ou escolar. Claro, é verdade que um adulto, depois de um acidente vascular cerebral, poderá vir apresentar dislexia. Nesse caso, trata-se, realmente, de uma dislexia adquirida, de natureza neurolingüística e que só com o apoio médico é que podemos intervir, de forma plurisdisciplinar e, adequadamente, nesses casos.
Assim, tanto para a dislexia desenvolvimental (também chamada verdadeira porque uma criança já pode herdar tal dificuldade dos pais) como para a dislexia adquirida (surge após um AVC ou traumatismo), importante é salientar que os docentes, pais e psicopedagogos, especialmente estes últimos, conheçam melhor os fundamentos psicolingüísticos da linguagem escrita, compreendendo, assim, o processo aquisição da habilidade leitora e os processos psicológicos envolvidos na habilidade. Realmente, sem o conhecimento da arquitetura funcional, do que ocorre com o cérebro dos disléxicos, durante o processamento leitor, toda intervenção corre risco de ser inócua ou contraproducente.
Os processos leitores que ocorrem nos cérebros dos leitores, proficientes ou disléxicos, podem ser descritos através de quatro módulos cognitivos da leitura: (1) módulo perceptivo , como o nome sugere, refere-se à percepção, especialmente a visual, importante fator de dificuldade leitora; (2) módulo léxico , nesse caso, refere-se, por exemplo, ao traçado das letras e a memorização dos demais grafemas da língua (por exemplo, os sinais diacríticos como til, hífen etc.); (3) módulo sintático , este, tem a ver com a organização da estruturação da frase, a criança apresenta dificuldade de compreender como as palavras se relacionam na estrutura das frases (4) módulo semântico , este, diz respeito, pois, ao significado que traz as palavras nos seus morfemas (prefixos sufixos etc.)
Não é uma tarefa fácil conhecer o cérebro dos disléxicos. Por isso, um segundo passo é o aprofundamento dos fundamentos psicolingüísticos da lectoescrita. A abordagem psicolingüística (associando a estrutura lingüística dos textos aos estados mentais do disléxico) é um caminho precioso para o entendimento da dislexia, uma vez que apresenta as conexões existentes entre questões pertinentes ao conhecimento e uso de uma língua, tais como a do processo de aquisição de linguagem e a do processamento lingüístico, e os processos psicológicos que se supõe estarem a elas relacionados. Aqui, particularmente é bom salientar que as dificuldades lectoescritoras são específicas e bastante individualizadas, isto é, os disléxicos são incomuns, diferentes, atípicos e individualizados com relação aos demais colegas de sala de aula bem como aos sintomas manifestados durante a aquisição, desenvolvimento e processamento da linguagem escrita.
Nessas alturas, todos que atuam com os especiais devem pensar o que pode estar ocorrendo com os disléxicos em sala de aula. Os métodos de alfabetização em leitura levam em conta as diferenças individuais? Os métodos pedagógicos, com raras exceções, se propõem a ser eficientes em salas de crianças ditas normais, mas se tornam ineficientes em crianças especiais. Por isso, cabe aos docentes, em particular, e aos pais, por imperativo de acompanhamento de seus filhos, entender melhor sobre os métodos de estudos adotados nas instituições de ensino. Os métodos de alfabetização em leitura são determinantes para uma ação eficaz ou ineficaz no atendimento educacional especial aos disléxicos, disgráficos e disortográficos. A dislexia é uma dificuldade específica em leitura, e como tal, nada mais criterioso e necessário do que o entendimento claro do processo da leitura ou do entendimento da leitura em processo.
Não menos importantes do o entendimento dos métodos de leitura, adotados nas escolas, devem ser objeto de preocupação dos educadores, pais e psicopedagogos, as questões conceituais, procedimentais e atitudinais sobre a dislexia, disgrafia e disortografia. O que pensam as escolas sobre as crianças disléxicas? O que sabem seus professores e gestores educacionais sobre dislexia? Mais do que simples rótulos das dificuldades de aprendizagem da linguagem escrita, a dislexia é uma síndrome ou dificuldade revestida de conceitos lingüísticos, psicolingüísticos, psicológicos, neurológicos e neurolingüísticos fundamentais para os que vão atuar com crianças com necessidades educacionais especiais. Reforça-se, ainda, essa necessidade de compreender, realmente, o aspecto pluridisciplinar da dislexia, posto que muitas vezes, é imperiosa a interlocução com outros profissionais que cuidam das crianças, como neuropediatras, pediatras, psicólogos escolares e os próprios pais das crianças.
Na maioria dos casos de dislexia, disgrafia e disortografia, a abordagem mais eficaz no atendimento aos educandos é a psicopedagógica (ou psicolingüística, para os lingüistas clínicos) em que o profissional que irá lidar com as dificuldades das crianças aplicará à sua prática educacional aportes teórico-práticos da psicopedagogia clínica ou institucional aliados à pedagogia e à psicologia cognitiva e à psicologia da educação. São os psicolingüistas que se voltam para a explicação da dislexia e suas dificuldades correlatas (disgrafia, dislexias). Hipóteses como déficits de memória e do princípio alfabético (fonológico) são apontados, pelos psicolingüistas, como as principais causas da dislexia.
O terceiro passo para os que querem entender mais sobre dislexia é dar especial atenção à avaliação das dificuldades lectoescritoras. A avaliação deve ser trabalhada como ato ou processo de coletar dados a fim de se melhor entender os pontos fortes e fracos do aprendizado da leitura, escrita e ortografia dos disléxicos, disgráficos e disortográficos. Enfim, atenção dos psicopedagogos deve dirigir-se à avaliação das dificuldades em aquisição da linguagem escrita. Nesse sentido, um caminho seguro para a avaliação da dislexia, disgrafia e disortografia é pela via do reconhecimento da palavra. O reconhecimento da palavra começa pela identificação visual da palavra escrita. Depois do reconhecimento da palavra escrita, deve ser feita avaliação da compreensão leitora, especialmente no tocante à inferência textual, de modo que levando a efeito tais procedimentos, ficarão mais explícitas as duas etapas fundamentais da leitura e de suas dificuldades: decodificação e compreensão leitoras.
O quarto e último passo para o desenvolvimento de estratégias de intervenção nos educandos com necessidades educacionais especiais em leitura, disgrafia e disortografia é o de observar qual dos módulos (perceptivo, léxico etc.) está apresentando déficit no processamento da informação durante a leitura. Portanto, é entendermos como o cérebro dos disléxicos funciona durante o ato leitor . Neste quarto passo, é imprescindível um recorte das dificuldades leitoras. A dislexia não é uma dificuldade generalizada de leitura, ou seja, não envolve todos os módulos do processo leitor.
Descoberto o módulo que traz carência leitora, através de testes simples como ditado de palavras familiares e não-familiares, leitura em voz alta, questões sobre compreensão literal ou inferência textual, será mais fácil para os psicopedagogos, por exemplo, atuar para compensar ou sanar, definitivamente, as dificuldades leitoras que envolvem, por exemplo, aspectos fonológicos da decodificação leitora e da codificação escritora: o princípio alfabético da língua materna, isto é, a correspondência letra-fonema ou a correspondência fonema-letra.
Se o que está afetado refere-se ao campo da compreensão, os psicopedagogos poderão propor atividades com conhecimentos prévios para explorar a memória de longo prazo dos disléxicos que se baseia no conhecimento da língua, do assunto e do mundo (cosmovisão). Quando estamos diante de crianças disléxicas com as dificuldades relacionadas com a compreensão estamos, decerto, diante de casos de leitores com hiperlexia, parafasia, paralexia ou, se estão, também, superpostas dificuldades em escrita, ao certo, estaremos diante de escritores também hiperlexia, parafasia, paragrafia, termos clínicos, mas uma vez explicados, iluminarão os psicopedagogos que atuam com disléxicos e disgráficos. A paralexia é dificuldade de leitura provocada pela troca de sílabas ou palavras que passam a formar combinações sem sentido. A parafasia é distúrbio da linguagem que se caracteriza pela substituição de certas palavras por outras ou por vocábulos inexistentes na língua. A ciência e a terminologia, realmente, apontam, mais, claramente, as raízes dos problemas ou dificuldades na leitura, escrita e ortografia.

ALLIEND, G. Felipe, CONDEMARÍN, Mabel. Leitura: teoria, avaliação e desenvolvimento. Tradução de José Cláudio de Almeida Abreu. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987.

COLOMER, Teresa, CAMPS, Anna. Ensinar a ler, ensinar a compreender. Tradução de Fátima Murad. Porto Alegre: Artes Médicas, 2002.

CONDEMARÍN, Mabel e MEDINA, Alejandra. A avaliação autêntica: um meio para melhorar as competências em linguagem e comunicação. Tradução de Fátima Murad. Porto Alegre? Artmed, 2005
CONDEMARÍN, Mabel, BLOMQUIST, Marlys. Dislexia: manual de leitura corretiva. Tradução de Ana Maria Netto Machado. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989.

GARCIA, Jesus Nicacio. Manual de dificuldades de aprendizagem: linguagem, leitura, escrita e matemática. Tradução de Jussara Haubert Rodrigues. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

HOUT, Anne Van; ESTIENNE, Françoise. Dislexias: descrição, avaliação, explicação, tratamento. Tradução de Cláudia Schilling. 2ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2001.

JAMET, Eric. Leitura e aproveitamento escolar. Tradução de Maria Stela Gonçalves. São Paulo: Loyola, 2000.

LECOURS, André Roch, PARENTE, Maria Alice de Mattos Pimenta. Dislexia: implicações do sistema de escrita do português. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

MARTINS, Vicente. A dislexia em sala de aula. In: PINTO, Maria Alice (org.). Psicopedagogia: diversas faces, múltiplos olhares. São Paulo: Olho d'Água, 2003.

STERNBERG, Robert J; GRIGORENKO, Elena L. Crianças rotuladas: o que é necessário saber sobre as dificuldades de aprendizagem. Tradução de Magda França Lopes. Porto Alegre: Artmed, 2003.

Vicente Martins é professor da Universidade Estadual Vale do Acaraú(UVA), em Sobral, Estado do Ceará. E-mail:
vicente.martins@uol.com.br

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quarta-feira, 7 de maio de 2008


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Frases sobre inclusão Autora:Marília Boaron

* "O profissional de psicologia precisa investigar as redes de apoio da pessoa em inclusão. É esta atitude que facilitará a promoção deste ideal de aprendizagem."

* "É necessário ir além da compreensão teórica e cientifica. Precisamos de ações efetivas que conduzam ao resgate da vida, da dignidade e do respeito."

* "A inclusão escolar poderá ser realizada com responsabilidade e competência quando existir um preparo no contexto escolar."

Beijinhus da Faby

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Construindo um novo paradigma

Ao repensar o modelo de ensino, a rede pública municipal de Belo Horizonte adotou uma postura inclusiva e passou a valorizar uma educação capaz de atender a todas as crianças com igualdade

Reportagem: Claudia Gisele
Foto: Katia Lombardi
Inserida em: 18/4/2008


A primeira nota em matemática deste ano foi motivo de muita expectativa para Sérgio Cesário, de 13 anos. Por ter dificuldade na disciplina, ele resolveu estudar mais. Quando viu a nota 8,2 desenhada em azul no alto da página entregue pela professora, ficou orgulhoso. "Pode perguntar à minha mãe. Sou muito esforçado e estudo muito", costuma dizer o estudante, que nasceu com paralisia cerebral e, por isso, usa cadeira de rodas e tem dificuldade para escrever e de aprendizado. "Tenho a sorte de uma escola tão legal ter me aceitado."O que Sérgio ainda não sabe é que sua permanência na rede regular de ensino de Belo Horizonte não é uma questão de sorte, e sim de direito. Algo que foi assumido como princípio e incorporado na atual política de educação do município.Desde 1995, as escolas municipais passaram a funcionar com base na Escola Plural, como é chamada a política educacional da capital mineira. Com ela, o tempo nas escolas passou a ser organizado com base em ciclos de formação, rompendo com o tradicional esquema de organização por séries. "O eixo pedagógico passou a ser o estudante", afirma a coordenadora do Núcleo de Inclusão Escolar da Pessoa com Deficiência da prefeitura de Belo Horizonte, Patrícia Cunha. Para ela, a política de educação adotada respeita os diferentes ritmos de aprendizado e rompe com mecanismos excludentes, permitindo que a educação seja contínua e valorizando a qualidade de ensino.

Sérgio Cesário: orgulho de ser um aluno dedicado


No novo modelo, crianças com algum tipo de deficiência ou síndrome têm prioridade de matrícula. Ao entrarem na escola, são inseridas em uma rede de apoio, coordenada pelo Núcleo de Inclusão Escolar. Estudantes como Sérgio, cuja deficiência compromete a autonomia, são acompanhados por estagiárias de pedagogia, que auxiliam no aprendizado e em atividades de higiene, alimentação e locomoção.Os professores também recebem apoio, como cursos de capacitação e orientação pedagógica, de especialistas. As mudanças na rotina escolar possibilitaram o aumento de matrículas inclusivas na rede comum. Em 2001, as 219 escolas do município tinham 784 alunos com deficiência matriculados. Em 2008, as matrículas somam 1.878 - um aumento de 140%. A crescente demanda acontece principalmente por causa da migração de alunos da escola especial para a rede regular, algo que é amplamente estimulado pela prefeitura. "Fechamos a porta de entrada da escola especial", afirma Patrícia. Em 2005, as últimas três escolas especiais da rede tiveram as matrículas interrompidas.


Vitor, que é autista, com estagiária da escola

Medidas para atrair crianças excluídas de qualquer rede de ensino, que nunca haviam estado na escola, também foram adotadas. Uma delas foi a alteração de um convênio entre a prefeitura e a Empresa de Transporte de Trânsito de Belo Horizonte, que oferecia passagens gratuitas para crianças atendidas na rede de Saúde da cidade. Hoje, a gratuidade é vinculada às matrículas. Segundo Patrícia, a meta é continuar atraindo crianças que estão fora da escola, permitindo que todas exerçam o direito fundamental à educação. "Acredita mos estar no caminho certo, principalmente quando constatamos o aumento da presença de crianças com deficiências como autismo, que dificilmente efetuavam matrículas." É o caso de Vitor Lima, de 11 anos. Há três anos ele freqüenta a escola regular. Mas a chegada na rede não foi simples. Foi preciso que a escola sensibilizas - se os pais de outros alunos através de reuniões e palestras. Apesar da idade, Vitor está em plena alfabetização, apresenta distúrbios comportamentais e não fala - características típicas de crianças autistas. "A inclusão dele visa principalmente o convívio social", diz a mãe, Adriana Lima. No entanto, quando se lembra de como o filho se comportava antes da escola, ela avalia que os benefícios da inclusão foram além de suas expectativas. "Hoje, ele brinca com outras crianças, compartilha objetos, está muito mais maduro e aprendendo coisas novas."


Vitor, 11 anos, autista


Vitor não acompanha o conteúdo escolar como os colegas, mas sua rotina mudou completamente, pois ele passou a ter uma vida social condizente com sua idade, o que inclui o direito de vestir um uniforme e freqüentar a escola.

ERROS E ACERTOS

Apesar de estar satisfeita com a educação do filho, Adriana afirma que nem tudo na escola acontece como deveria. "Nenhuma estagiária pára com o Vitor. Elas não sabem como agir e acabam desistindo do estágio." Para a mãe, os profissionais deveriam ser mais bem orientados para lidar com autistas. "Às vezes, Vitor chorava, rasgava papel e a estagiária ficava perdida. Neste ano, ele está com uma estagiária muito empenhada. Estou confiante."Sentir-se perdida também foi a sensação que marcou o início da experiência da professora Mariana Peixoto com Mateus Neves, de 9 anos. O garoto, que é cego, começou a ser educado aos 3 anos e foi o primeiro aluno da rede infantil que não enxergava. "Eu não estava preparada para recebê-lo. Fui aprendendo a lidar com ele à base de erros e acertos", diz Mariana. O interesse da professora fez toda a diferença na educação de Mateus, que foi estimulado a desenvolver ao máximo sua mobilidade e capacidade motora. Mariana assistiu aulas em uma instituição especializada, fez curso de orientação em mobilidade para cegos e aprendeu braile para iniciar a alfabetização de Mateus. Mais tarde, ela contou com o apoio de uma estagiária, que a ajudou a produzir material didático adaptado e a acompanhar Mateus no aprendizado das primeiras letras em braile e no uso da bengala. "Lecionar para Mateus foi um desafio, mas em momento algum achei que não daria conta. Aprendi muito com ele", afirma Mariana.


"Tenho muita sorte de uma escola tão legal ter me aceito". Sérgio Cesário, 13 anos, que tem paralisia cerebral"Na minha época, a prefeitura estava começando a lidar com a inclusão. Hoje, as coisas são bem mais fáceis e as professoras contam com uma estrutura especializada."


Mesmo com a inexperiência de Mariana, a mãe de Mateus, Márcia Neves, lembra com carinho da primeira professora do filho, que acabou tornando-se amiga da família. Para ela, a habilidade em usar a bengala foi uma conquista que Mateus obteve graças à professora. "Ela colocou na cabeça que ele aprenderia e ele aprendeu." A situação ajudou Márcia a aprender a confiar mais no filho e a acreditar em suas potencialidades. Quando lembra do primeiro ano do menino na escola, época em que vivia em conflito sobre deixá-lo no sistema regular ou levá-lo para o especial, Márcia agradece o empenho da professora. Hoje, ao ver Mateus alfabetizado em braile, explorando com sua bengala cada novo ambiente, ela tem certeza que fez a escolha certa.




Mateus Neves foi o primeiro aluno cego da rede municipal



ESCOLA PLURAL

Ao adotar uma nova política de ensino, a Secretaria de Educação de Belo Horizonte foi reformulada tendo como eixo principal o acolhimento de todas as crianças de forma equivalente. A rede passou por mudanças graduais: * Sensibilização de gestores e professores.* Criação do Núcleo de Inclusão Escolar da Pessoa com Deficiência, vinculado à Secretaria de Educação, que coordena as ações de inclusão.* Organização de frentes de trabalho de orientação dos profissionais durante a prática pedagógica, que promovem capacitação e avaliam as escolas.* Divisão das frentes de trabalho por tipo de deficiência: alterações motoras, deficiência mental e síndrome de Down, deficiência auditiva e surdez, cegueira e baixa visão, autismo e síndromes.* Priorização de matrícula para crianças com deficiência e síndromes.* Criação do Centro de Apoio Pedagógico, que produz material didático em braile, promove tecnologias assistivas e formação para a inclusão digital.* Promoção de cursos de Libras para professores, funcionários e alunos ouvintes, e contratação de intérpretes e instrutores.* Estímulo à interdisciplinaridade para parcerias entre as áreas de transporte, saúde e de assistência social.* Acessibilidade: das 219 escolas da rede, 131 foram adaptadas.* Contratação de estagiários de pedagogia para acompanhar alunos com deficiência com autonomia comprometida.* Contratação de servidores públicos com deficiência para atuar nas frentes de trabalho."Hoje, meu filho brinca com outras crianças, compartilha objetos, está muito mais maduro e aprendendo coisas novas" ADRIANA LIMA, mãe de Vitor, 11 anos, que é autista."Tenho muita sorte de uma escola tão legal ter me aceito" SÉRGIO CESÁRIO, 13 anos, que tem paralisia cerebral.



A professora Mariana, com alunas


NOVO MODELO

Em 1995, a rede municipal de ensino de Belo Horizonte rompeu com o tradicional sistema de divisão de turmas por séries e adotou a divisão por ciclos de formação. O modelo, defendido por educadores como uma forma de organizar o tempo escolar, tem o aluno como prioridade e valoriza o aspecto humano como componente educacional. Uma das principais mudanças está na concepção da avaliação escolar, que elimina a repetência. O aluno não passa de uma série para outra, mas realiza provas e tem aulas em todas as disciplinas - sem a necessidade de ser avaliado ano a ano e tendo seu tempo aprendizado respeitado.

CICLOS DE FORMAÇÃO:

* Primeiro Ciclo infância (6 a 9 anos);

* Segundo Ciclo pré-adolescência (9 a 12 anos);

* Terceiro Ciclo adolescência (12 a 14 anos).

"Lecionar para Mateus foi um desafio, mas em momento algum achei que não daria conta. Aprendi muito com ele" MARIANA PEIXOTO, professora.

Fonte:http://sentidos.uol.com.br/canais/materia.asp?codpag=1034&canal=revista

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Faby...♥ ás 11:56

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Detran do Rio de Janeiro disponibiliza
em seu site um curso em Libras para condutores surdos.
Veja no link a baixo iniciativa.

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segunda-feira, 5 de maio de 2008

Dica de Leitura
ARCA DE NINGUÉM
Editora Scipione

Há muitos anos, houve uma enorme enchente na Terra. Noé construiu uma arca para salvar os animais, mas teve muitos problemas para convencê-los a entrar na embarcação: os cachorros perseguiam os gatos, as aves não se bicavam e ninguém queria viajar com os porcos. Como convencer a todos que aceitar as diferenças é a melhor alternativa para superar dificuldades e conviver em harmonia?
Aprovado no PNLD – São Paulo 2006

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Dica de Leitura


MÃOS DE VENTO E OLHOS DE DENTRO
Lô Galasso - Editora Scipione
Sentados na calçada, o Tico e a Lia adoravam brincar de ver as figuras que as nuvens formavam no céu. Um dia, o Tico ficou sabendo que a amiga era cega e então a brincadeira mudou. Juntos, descobriram uma boa maneira para se divertir, superando a deficiência da menina.

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Faby...♥ ás 12:21

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(FOTO RETIRADA DA INTERNET)
Telelibras entrevista surda Vanessa Vidal, segunda colocada do Miss Brasil 2008 Pela primeira vez uma candidata com deficiência auditiva participa do Miss Brasil. A cearense Vanessa Vidal, de 24 anos, ficou em segundo lugar no concurso de Miss Brasil 2008, realizado no dia 13 de abril e vencido pela gaúcha Natália Anderle. Vanessa é deficiente auditiva e entrou na história do concurso. Em 54 anos, nunca houve uma candidata com deficiência. A modelo nasceu com surdez congênita, mas consegue se comunicar bem. Além de saber Libras (Língua Brasileira dos Sinais), domina a leitura labial. Vanessa é estudante de Ciências Contábeis na Unifor e de Letras-Libras na UFC. No dia do evento, Vanessa esteve acompanhada por uma intérprete de Libras.Dias antes da exibição do programa, o Ministério Público Federal recomendou, depois de manifestações de pessoas com deficiência auditiva, que o evento fosse veiculado com tradução simultânea em Libras, porém, a Band informou que optou por oferecer legenda oculta (closed caption) por ser a forma mais compatível tecnicamente com a rede de retransmissoras no país. A transmissão nacional em Libras seria tecnicamente inviável, ainda de acordo com a assessoria. Nos dias que antecederam o desfile, a equipe do Telelibras entrevistou Vanessa Vidal.

FONTE:http://www.vezdavoz.com.br/noticias/04_19_2008_b.html


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Faby...♥ ás 11:48

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Os deputados da Alerj (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) aprovaram nesta quarta-feira, dia 16 de abril, em primeira discussão o projeto que determina que os medicamentos comercializados no estado venham com uma segunda opção de bula, em braile. A autora da proposta é a deputada Graça Pereira (DEM). Ela explicou que sua intenção é reduzir o risco de erros no consumo dos remédios. A proposta voltará em segunda discussão.
Fonte:

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Forma de violência Câmara aprova projeto que proíbe castigo físico
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou em caráter conclusivo o Projeto de Lei 2.654/03, que proíbe qualquer forma de castigo físico a crianças e adolescentes. O projeto será encaminhado ao Senado, sem necessidade de ser votado pelo Plenário da Câmara.
De acordo com o texto, apresentado pela deputada Maria do Rosário (PT-RS), a punição corporal de criança ou adolescente sujeitará aos pais, professores ou responsáveis a medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90). Entre as medidas estão o encaminhamento do infrator a programa oficial ou comunitário de proteção à família, a tratamento psicológico ou psiquiátrico e a cursos ou programas de orientação.
A deputada Maria do Rosário argumenta que, apesar dos avanços decorrentes da Constituição e do ECA, ainda persiste a cultura que admite o uso da violência contra crianças e adolescentes. “A remanescência dessa cultura ainda é admitida e tolerada sob o argumento de que se trata do uso de violência moderada, enquanto a ordem jurídica dispõe censura explícita tão somente quando da ocorrência da violência imoderada”, sustenta a deputada. “É fundamental tornar explícito que a punição corporal de criança e adolescente é absolutamente inaceitável.”A relatora na CCJ, deputada Sandra Rosado (PSB-RN), observou que o artigo 227 da Constituição determina que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente os direitos naturais do cidadão e colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência e opressão. Rosado ressaltou ainda que os castigos físicos impostos a crianças e adolescentes são uma forma de violência que não pode ser acobertada pela legislação brasileira.“Enquanto a lei tem coibido a violência praticada contra adultos, nas mais diversas formas, a violência contra crianças tem sido admitida, disfarçada de recurso pedagógico. O castigo físico imposto a uma criança, ainda que 'moderado', é ato de violência e provoca traumas significativos", argumentou a relatora.
Leia a íntegra do Projeto de LeiPROJETO DE LEI Nº 2654 /2003
(Da Senhora Maria do Rosário)
Dispõe sobre a alteração da Lei 8069, de 13/07/1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente, e da Lei 10406, de 10/01/2002, o Novo Código Civil, estabelecendo o direito da criança e do adolescente a não serem submetidos a qualquer forma de punição corporal, mediante a adoção de castigos moderados ou imoderados, sob a alegação de quaisquer propósitos, ainda que pedagógicos, e dá outras providências.
O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º – São acrescentados à Lei 8069, de 13/07/1990, os seguintes artigos:Art. 18A – A criança e o adolescente têm direito a não serem submetidos a qualquer forma de punição corporal, mediante a adoção de castigos moderados ou imoderados, sob a alegação de quaisquer propósitos, no lar, na escola, em instituição de atendimento público ou privado ou em locais públicos.Parágrafo único – Para efeito deste artigo será conferida especial proteção à situação de vulnerabilidade à violência que a criança e o adolescente possam sofrer em conseqüência, entre outras, de sua raça, etnia, gênero ou situação sócio-econômica.Art. 18B – Verificada a hipótese de punição corporal em face de criança ou adolescente, sob a alegação de quaisquer propósitos, ainda que pedagógicos, os pais, professores ou responsáveis ficarão sujeitos às medidas previstas no artigo 129, incisos I, III, IV e VI desta lei, sem prejuízo de outras sanções cabíveis.Art. 18 D – Cabe ao Estado, com a participação da sociedade:I.Estimular ações educativas continuadas destinadas a conscientizar o público sobre a ilicitude do uso da violência contra criança e adolescente, ainda que sob a alegação de propósitos pedagógicos;II.Divulgar instrumentos nacionais e internacionais de proteção dos direitos da criança e do adolescente;III.Promover reformas curriculares, com vistas a introduzir disciplinas voltadas à proteção dos direitos da criança e do adolescente, nos termos dos artigos 27 e 35, da Lei 9394, de 20/12/1996 e do artigo 1º da Lei 5692, de 11/08/1971, ou a introduzir no currículo do ensino básico e médio um tema transversal referente aos direitos da criança, nos moldes dos Parâmetros Curriculares Nacionais.Art.
2º – O artigo 1634 da Lei 10.406, de 10/01/2002 (novo Código Civil), passa a ter seguinte redação:“Art. 1634 – Compete aos pais, quanto à pessoa dos filhos menores:VII. Exigir, sem o uso de força física, moderada ou imoderada, que lhes prestem obediência, respeito e os serviços próprios de sua idade e condição”.
Art. 3º – Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.JUSTIFICAÇÃOA Constituição Brasileira de 1988, o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8069/90) e a Convenção sobre os Direitos da Criança (ratificada pelo Brasil em 24.09.90) introduzem, na cultura jurídica brasileira, um novo paradigma inspirado pela concepção da criança e do adolescente como verdadeiros sujeitos de direito, em condição peculiar de desenvolvimento. Este novo paradigma fomenta a doutrina da proteção integral à criança e ao adolescente e consagra uma lógica e uma principiologia próprias voltadas a assegurar a prevalência e a primazia do interesse superior da criança e do adolescente. Na qualidade de sujeitos de direito em condição peculiar de desenvolvimento, à criança e ao adolescente é garantido o direito à proteção especial.Sob esta perspectiva, a Constituição Brasileira de 1988, em seu artigo 227, estabelece que: “ É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança a ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”. Por sua vez, o Estatuto da Criança e do Adolescente, ao regulamentar o comando constitucional, prescreve, em seu artigo 5º, que:“ Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais”. Acrescenta o artigo 18 do mesmo Estatuto: “ É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor”.Não obstante os avanços decorrentes da Constituição e do Estatuto, no sentido de garantir o direito da criança e do adolescente ao respeito, à dignidade, à integridade física, psíquica e moral, bem como de colocá-los a salvo de qualquer tratamento desumano ou violento, constata-se que tais avanços não tem sido capazes de romper com uma cultura que admite o uso da violência contra criança e adolescente (a chamada “mania de bater” (1), sob a alegação de quaisquer propósitos, ainda que pedagógicos.Sob o prisma jurídico, a remanescência desta cultura, por vezes, ainda é admitida e tolerada sob o argumento de que se trata do uso da violência “moderada”. Vale dizer, a ordem jurídica tece, de forma implícita, a tênue distinção entre a violência “moderada” e “imoderada”, dispondo censura explícita tão somente quando da ocorrência dessa última modalidade de violência. Destaca-se, neste sentido, o Código Civil de 1916 que, em seu artigo 395, determina que “perderá por ato judicial o pátrio poder o pai, ou a mãe que castigar imoderadamente o filho (...)”.Observe-se, como conseqüência, que o castigo “moderado” é, deste modo, aceitável, tolerável e admissível, não implicando qualquer sanção. No Código Penal de 1940, o crime de maus tratos, tipificado no artigo 136, na mesma direção, vem a punir o ato de expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob autoridade, guarda ou vigilância, para fim de educação, ensino, tratamento ou custódia, quando do abuso dos meios de correção ou disciplina. Uma vez mais, há que se diferenciar a prática abusiva e não abusiva dos meios de correção ou disciplina, posto que apenas a primeira é punível. Estes dispositivos legais, na prática, têm sido utilizados para o fim de contribuir para a cultura que ainda aceita e tolera o uso da violência “moderada”contra criança e adolescente, sob a alegação de propósitos pedagógicos, na medida em que se pune apenas o uso imoderado da força física. Além disso, há dificuldade em se traçar limites entre um castigo moderado e um castigo imoderado, o que tem propiciado abusos.
Nesse sentido, pode-se afirmar que a permissão do uso moderado da violência contra crianças e adolescentes faz parte de uma cultura da violência baseada em três classes de fatores: ligados à infância, ligados à família e ligados à violência propriamente dita.
Quanto aos primeiros, persiste no Brasil a percepção da criança e do adolescente como grupos menorizados, isto é, como grupos inferiorizados da população, frente aos quais é tolerado o uso da violência. Quanto aos segundos, vigora ainda um modelo familiar pautado na valorização do espaço privado e da estrutura patriarcal, que, por estar muitas vezes submerso em dificuldades sócio-econômicas, propicia a eclosão da violência.Quanto aos terceiros, prevalece no Brasil o costume de se recorrer a alternativas violentas de solução de conflitos, inclusive no que toca a conflitos domésticos. Essa cultura, contudo, pode e deve ser enfrentada por diversas vias, dentre elas, a valorização da infância e da adolescência, a percepção da criança como um ser político, sujeito de direitos e deveres, e, ainda, a elucidação de métodos pacíficos de resolução de conflitos, que abarcarão a vedação do castigo infantil, ainda que moderado e para fins pretensamente pedagógicos.(2)Neste contexto, é fundamental e necessário tornar inequivocadamente claro e explícito que a punição corporal de criança e adolescente, ainda que sob pretensos propósitos pedagógicos, é absolutamente inaceitável. Daí a apresentação do presente projeto de lei, que objetiva assegurar à criança e ao adolescente o direito a não serem submetidos a qualquer forma de punição corporal, mediante a adoção de castigos moderados ou imoderados, sob a alegação de quaisquer propósitos, ainda que pedagógicos, no lar, na escola ou em instituição de atendimento público ou privado. O escopo principal é ressaltar que a vedação genérica da Constituição Federal e do Estatuto da Criança e do Adolescente quanto ao uso da violência abrange a punição corporal mesmo quando moderada e mesmo quando perpetrada por pais ou outros responsáveis.A escolha pela inclusão desse direito específico no Estatuto da Criança e do Adolescente atende a esse escopo sem calcar dúvidas quanto à ilicitude do uso da violência de modo geral, nos termos do artigo 18 desse diploma. A inclusão alcança, ademais disso, duas outras metas. Primeiro, assegurará uma maior coerência ao sistema de proteção da criança e do adolescente. Segundo, ressaltará a relevância desse direito específico, na medida em que esse passará a fazer parte de uma lei paradigmática tanto interna quanto internacionalmente.Não se trata, todavia, da criminalização da violência moderada, mas da explicitação de que essa conduta não condiz com o direito. È nesse sentido, ademais disso, que se coloca o Comitê da ONU sobre os Direitos da Criança. No parágrafo 17 de sua Discussão sobre Violência contra Crianças na Família e na Escola, o Comitê ressaltou que a “ênfase deve ser na educação e no apoio aos pais, e não na punição. Esforços preventivos e protetivos devem enfatizar a necessidade de se considerar a separação da família como uma medida excepcional”.(3)Orientado pela vertente preventiva e pedagógica, o projeto estabelece que, na hipótese do uso da violência contra criança ou adolescente, ainda que sob a alegação de propósitos educativos, os pais, professores ou responsáveis ficarão sujeitos às medidas previstas no artigo 129, incisos I, III, IV e VI do Estatuto da Criança e do Adolescente. Tais medidas compreendem: o encaminhamento dos pais ou responsável a programa oficial ou comunitário de proteção à família; o encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico; o encaminhamento a cursos ou programas de orientação; bem como a obrigação de encaminhar a criança ou adolescente a tratamento especializado.Conforme revela a experiência de outros países, como a Suécia (4), a plena efetivação e observância do direito a uma pedagogia não violenta requer do Poder Público o desenvolvimento de campanhas educativas destinadas a conscientizar o público sobre a ilicitude do uso da violência contra criança e adolescente, ainda que sob a alegação de propósitos pedagógicos. Daí a inclusão do artigo 18 – D do projeto de lei, visando justamente impor ao Poder Público o dever de estimular ações educativas continuadas de conscientização, bem como o de divulgar os instrumentos nacionais e internacionais de proteção dos direitos da criança e do adolescente e de promover reformas curriculares, com vistas a introduzir disciplinas voltadas à proteção dos direitos da criança e do adolescente.Considerando o novo Código Civil, que entrou em vigor em janeiro de 2003, o presente projeto ainda torna explícita a proibição do uso da violência, seja moderada ou imoderada, no que tange à exigência dos pais em face da pessoa dos filhos menores “de que lhes prestem obediência, respeito e os serviços próprios de sua idade e condição”. Assim, fica afastada a perversa conseqüência de legitimar ou autorizar o eventual uso da violência física, mesmo quando moderada, para “educar” e exigir dos filhos que prestem a obediência necessária.Observe-se que no Direito Comparado, a tendência contemporânea é a de punir expressa e explicitamente o uso da violência contra criança e adolescente, ainda quando alegada para pretensos propósitos pedagógicos. A título exemplificativo, destacam-se: a experiência pioneira da Suécia, que desde 1979 adotou a chamada “Anti-spanking law”, proibindo a punição corporal ou qualquer outro tratamento humilhante em face de crianças; a decisão da Comissão Européia de Direitos Humanos de que a punição corporal de crianças constitui violação aos direitos humanos; a lei da Família e da Juventude (Family Law and the Youth and Welfare Act), aprovada na Áustria em 1989, com o fim de evitar que fosse a punição corporal usada como instrumento de educação de crianças; a lei sobre Custódia e Cuidados dos Pais (Parenthal Custody and Care Act), aprovada na Dinamarca em 1997, a lei de pais e filhos (Parent and Child Act), adotada na Noruega em 1987; a lei da proteção dos direitos da criança (Protection of the Rights of the Child Law), adotada na Letônia em 1998; as alterações no artigo 1631 do Código Civil, aprovadas na Alemanha em 2000; a decisão da Suprema Corte de Israel, de 2000, que sustentou ser inadmissível a punição corporal de crianças, por seus pais ou responsáveis; a lei adotada em Chipre em 2000 (Law which provides for the prevention of Violence in the Family and Protection of Victims), voltada à prevenção da violência no núcleo familiar e da Islândia (2003). Além destas experiências, acrescente-se que países como a Itália, Canadá, Reino Unido, México e Nova Zelândia tem se orientado na mesma direção, no sentido de prevenir e proibir o uso da punição corporal de crianças, sob a alegação de propósitos educativos, particularmente mediante relevantes precedentes judiciais e reformas legislativas em curso. Cite-se, ainda, decisão proferida pela Corte Européia de Direitos Humanos, em face do Reino Unido, considerando ilegal a punição corporal de crianças.Ressalte-se, além disso, que o Brasil é parte da Convenção sobre os Direitos da Criança, desde 24 de setembro de 1990. Ao ratificar a Convenção, no livre e pleno exercício de sua soberania, o Estado Brasileiro assumiu a obrigação de assegurar à criança o direito a uma educação não violenta, contraindo para si a obrigação de não apenas respeitar, mas também de promover este direito. A respeito, merece menção o artigo 19 (1), cominado com o artigo 5o, da Convenção. De acordo com o artigo 19 (1): “ Os Estados Partes tomarão todas as medidas legislativas, administrativas, sociais e educacionais apropriadas para proteger a criança contra todas as formas de violência física ou mental, abuso ou tratamento negligente, maus-tratos ou exploração, inclusive abuso sexual, enquanto estiver sob a guarda dos pais, do representante legal ou de qualquer outra pessoa responsável por ela ”. Por sua vez, o artigo 5º estabelece: “Os Estados Partes respeitarão as responsabilidades, os direitos e os deveres dos pais ou, conforme o caso, dos familiares ou da comunidade, conforme os costumes locais, dos tutores ou de outras pessoas legalmente responsáveis pela criança, de orientar e instruir apropriadamente a criança de modo consistente com a evolução de sua capacidade, no exercício dos direitos reconhecidos pela presente Convenção”.Deste modo, o artigo 19, conjugado com o artigo 5º, da CDC, veda claramente a utilização de qualquer forma de violência contra a criança, seja ela moderada ou imoderada, mesmo que para fins pretensamente educativos ou pedagógicos, considerando ilícitas, nessa linha, práticas “corretivas” empregadas por pais ou responsáveis que abarquem punições físicas em qualquer grau. Adicione-se que o artigo 29 da Convenção estipula ainda um direito complementar ao da educação não violenta: o direito a uma educação de qualidade. A respeito, importa frisar que a própria Declaração Universal, em seu artigo 26, já estabelecia que a instrução deveria ser orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento e do respeito pelos direitos humanos e liberdades fundamentais (5).Considerando a efetiva implementação de avanços introduzidos pela Constituição Brasileira de 1988 e pelo Estatuto da Criança e Adolescente, bem como as obrigações internacionais assumidas pelo Estado Brasileiro, com a ratificação da Convenção sobre os Direitos da Criança e tendo em vista ainda a tendência do Direito Comparado contemporâneo, refletida nas experiências de diversos países, é urgente e necessária a aprovação do presente projeto de lei, ao consagrar expressamente o direito da criança e do adolescente a uma pedagogia não violenta.O reconhecimento da dignidade da criança e do adolescente consolida a idéia de que, se não se admite a violação à integridade física de um adulto por outro adulto, em qualquer grau, não se pode admitir a violação à integridade física de uma criança ou adolescente por um adulto. Há de se assegurar, por conseguinte, o direito da criança e do adolescente a uma educação não violenta, por meio do reconhecimento explícito do direito específico da criança e do adolescente a não serem submetidos a qualquer violência, seja ela moderada ou imoderada, ainda que cometida por pais ou responsáveis, com finalidades pretensamente pedagógicas.Enfim, o presente projeto, que teve origem na “Petição por uma Pedagogia Não Violenta” e que recebeu no Brasil, Peru e Argentina mais de 200 mil assinaturas, visa a combater, em definitivo, a punição corporal que ainda alcança tantas crianças e adolescentes, violando seu direito fundamental ao respeito e à dignidade. A proposição que estamos apresentando à Casa foi elaborada pelo Laboratório de Estudos da Criança (LACRI) da Universidade de São Paulo (USP), sob a responsabilidade das coordenadoras, Dra. Maria Amélia Azevedo, Dra. Flávia Piovesan, Dra. Carolina de Mattos Ricardo, Dra. Daniela Ikawa e Dr. Ricardo Azevedo Guerra, e, como pode ser verificado na argumentação supra, está amparado por pesquisas e análises comparativas com as legislações mais avançadas do mundo. Por esse motivo, esperamos contar com o apoio a sua aprovação.Sala das Sessões, em , de novembro de 2003.Maria do RosárioDeputada Federal PT/RSNotas de rodapé:1- Sobre o tema, ver “Por que abolir no Brasil a punição corporal doméstica de crianças e adolescentes?” , de Maria Amélia Azevedo e Viviane N. de A. Guerra (mimeo).2- Maria Amélia Azevedo e Viviane N. de A. Guerra. A Violência Doméstica na Infância e na Adolescência. São Paulo: Robe, 1995, p. 77-853- Nações Unidas - Comitê dos Direitos da Criança, “Discussão sobre Violência contra Crianças dentro da Família e nas Escolas,” CRC/C/111, 28 th Session, 28 de setembro de 2001.4- É interessante notar que a própria lei, que torna ilícito o uso da violência, ainda que moderada, para fins educativos, pode trazer mudanças sociais. Foi o que ocorreu, ilustrativamente, na Suécia (1979) e na Dinamarca (1997). Na Suécia, em 1968, 42% da população entendia que o castigo corporal era, por vezes, necessário. Em 1994, apenas 11% da população apoiava o uso do castigo na educação. Na Dinamarca, uma pesquisa de opinião realizada em 1984 indicou que 68% dos dinamarqueses eram contrários à abolição da punição corporal. Em 1997, 57% da população era contrária ao uso dessa punição. A mudança se deu não pela lei de 1997, mas por outra anterior, de 1985, menos explícita. Em todos esses casos, contudo, os efeitos sociais da lei foram efetivos apenas porque essas leis foram acompanhadas por campanhas de educação pública. Na Suécia, por exemplo, em dois anos da promulgação da lei, que proibiu todas as formas de punição corporal, 99% da população tinha ciência de seu conteúdo. Fonte: Durrant, J. The Swedish Ban on Corporal Punishment: Its History and Effects. In: Family Violence Against Children: a Challenge for Society, Berlin, New York, Walter de Gruyter and Co., 1996.5- Estabeleceu o Comitê sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, em seu Comentário Geral N. 13, adotado em 1999, que “a educação é, ao mesmo tempo, um direito humano em si e um meio indispensável para realização de outros direitos humanos”.
Revista Consultor Jurídico, 20 de janeiro de 2006.

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AS CRIANÇAS APRENDEM O QUE VIVEM

Se as crianças vivem em meio a críticas,
aprenderão a condenar.

Se as crianças vivem em meio à hostilidade,
aprenderão a brigar.

Se as crianças vivem sendo ridicularizadas,
irão se tornar tímidas.

Se as crianças vivem com vergonha,
aprenderão o sentimento de culpa.

Se as crianças vivem onde há incentivo,
aprenderão a confiança.

Se as crianças vivem onde ocorre a tolerância,
aprenderão a paciência.

Se as crianças vivem onde há elogios,
aprenderão a apreciação.

Se as crianças vivem onde há aceitação,
aprenderão a amar.

Se as crianças vivem onde há aprovação,
aprenderão a gostar de si mesmos.

Se as crianças vivem onde há honestidade,
aprenderão a veracidade.
Se as crianças vivem com segurança,
aprenderão a crer em si mesmas e naqueles que as rodeiam.

Se as crianças vivem em um ambiente de amizade,
aprenderão que o mundo é um lugar bom para se viver.


(Dorothy Law Nolte)


E você? O que está ensinando a seu filho? E a seus alunos? Vamos refletir?

Beijinhos da Faby...

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" Professor nenhum é dono de sua prática
se não tem em mãos,
a reflexão sobre a mesma.
Não existe ato de reflexão,
que não nos leve a constatações,
dúvidas e descobertas e , portanto,
que não nos leve a transformar algo em nós,
nos outros e no mundo”
Madalena Freire

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quarta-feira, 16 de abril de 2008


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quinta-feira, 10 de abril de 2008


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VESTIBULAR 2008



Estão abertas as inscrições para o vestibular dos Cursos de Letras Libras




Licenciatura e Bacharelado/2008.


Para ler o edital e fazer a sua inscrição no vestibular Letras Libras 2008




acesse o site www.coperve.ufsc.br/ead2008/libras/

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(Jarbas Oliveira/Folha Imagem)
Cearense Vanessa Vidal, 24 anos,
é a primeira surda a disputar Miss Brasil

Atendendo a uma recomendação do Ministério Público, a Band transmitirá o Miss Brasil com recurso de legenda oculta (closed caption). O concurso acontece em São Paulo neste domingo (13) e será exibido ao vivo pela Band.A assessoria da Band informou que a emissora optou pela legenda oculta por ser a forma mais compatível tecnicamente com a rede de retransmissoras no país. A transmissão nacional em Libras seria tecnicamente inviável, ainda de acordo com a assessoria.Inicialmente, o Ministério Público recomendou que a emissora transmitisse o evento com tradução simultânea em Libras --a Língua Brasileira de Sinais, usada na comunicação de e para pessoas que têm deficiência auditiva.Neste ano, o Miss Brasil terá, pela primeira vez, uma candidata surda: a cearense Vanessa Vidal, 24.A miss cursa duas faculdades: Ciências Contábeis e Letras Libras. Na preparação para o concurso, Vanessa está sendo acompanhada por uma intérprete, que também deverá auxiliá-la no palco do Miss Brasil.O Brasil tem cerca de 5,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva.Miss SimpatiaAs candidatas estão sendo coreografadas por Scott Grossman, que já trabalhou no Miss Estados Unidos e no Miss Universo. Ele também foi responsável por coreografias de cenas do filme "Miss Simpatia" (2000), estrelado por Sandra Bullock.O Miss Brasil 2008 terá apresentação da Nayla Micherif, que venceu o concurso em 1997, e de Guilherme Arruda. Renata Fan, que foi Miss Brasil em 1999, também participará da transmissão.Jorge Ben Jor, Alexandre Pires, Olodum e Gabriel O Pensador devem se apresentar no palco do evento.A vencedora do Miss Brasil 2008 receberá um prêmio de R$ 200 mil, um carro 0 km e o direito de representar o país no Miss Universo 2008, previsto para o dia 15 de julho, no Vietnã.O público pode escolher uma das 15 finalistas do Miss Brasil por telefone (014 41 8401 0401), mensagem de texto (72260) ou pelo site do concurso.
NomeOrigem("BOL - FolhaOnline - Ilustrada");

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Tv quase acessível

Legenda oculta permite a surdos e pessoas com deficiência auditiva assistir programas, mas precisa melhorar sincronização ao vivoO que eles estão falando? É o que desejam saber surdos e deficientes auditivos quando assistem programas de televisão que não exibem o recurso da closed caption - a legenda oculta. Reproduzida na tela da tevê através do menu de opções ou de tecla específica do controle remoto, a legenda permite a quem não ouve saber o que está sendo noticiado em um telejornal, acompanhar não só os diálogos de personagens da novela como ter informações sobre a atmosfera da cena, indicações de sons como portas se abrindo e música de fundo. Desenvolvido nos Estados Unidos, na década de 1970, o recurso só começou a ser utilizado no Brasil em 1997, pela Globo, e em 2001, pelo SBT. Com a edição do decreto federal 5.296 (dezembro de 2004), que regulamentou a Lei de Acessibilidade (10.098/2000), outras emissoras adotaram o closed caption."A utilização dessa tecnologia na tevê é muito esperada por toda a comunidade surda e representa uma possibilidade de enriquecimento cultural indiscutível", afirma a assistente técnica de ensino da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, Geni Aparecida Fávero. Surda, Geni é coordenadora do grupo de trabalho que criou a norma 15.290/2005, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O texto da NBR oferece diretrizes de acessibilidade em comunicação na tevê.Veja matéria na integra: http://sentidos.uol.com.br:80/canais/materia.asp?codpag=1022&canal=revista

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Faby...♥ ás 10:27

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Convenção da ONU sobre os
Direitos das Pessoas com Deficiência
começa a vigorar em 3 de maio
A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência recebeu a vigésima ratificação em 3 de abril de 2008, desencadeando o processo para que entre em vigor, o que acontecerá em 30 dias. O fato marca uma importante etapa nos esforços para promoção, proteção e garantia do pleno e igual gozo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais das pessoas com deficiência, e promoção do respeito pela sua dignidade inerente. De acordo com funcionários das Nações Unidas, a rápida validação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Opcional, que foi aberta a assinaturas em 30 de março de 2007, se deve ao forte compromisso dos países membros da ONU, assim como os esforços de organizações de pessoas com deficiência, que foram fundamentais na construção do texto do documento. Adotada pela Assembléia Geral em dezembro de 2006, a Convenção foi um dos tratados de mais rápida negociação das Nações Unidas.

* África do Sul - 30 de Novembro de 2007
* Bangladesh - 30 de Novembro de 2007
* Croácia - 15 de Agosto de 2007
* Cuba - 6 de Setembro de 2007
* Equador - 3 de Abril de 2008
* El Salvador - 14 de Dezembro de 2007
* Espanha - 3 de Dezembro de 2007
* Gabão - 1 de Outubro de 2007
* Guiné - 8 de Fevereiro de 2008
* Hungria - 20 de Julho de 2007
* Índia - 1 de Outubro de 2007
* Jamaica - 30 de Março de 2007
* Jordânia - 31 de Março de 2008
* México - 17 de Dezembro de 2007
* Namíbia - 4 de Dezembro de 2007
* Nicarágua - 7 de Dezembro de 2007
* Panamá - 7 Agosto de 2007
* Peru - 30 Janeiro de 2008
* San Marino - 22 de Fevereiro de 2008
* Tunísia - 2 de Abril de 2008

*Maiores informações:http://www.un.org/disabilities/

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Faby...♥ ás 10:07

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sábado, 5 de abril de 2008

(GIF RETIRADO DA INTERNET)



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Faby...♥ ás 09:01

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Minha singela homenagem

(FOTO RETIRADA DA INTERNET)

Isabella...

Uma menina,

Um sorriso, erradiante restrito a poucos

Um brilho especial na terra

Você conquistou uma grande Nação

Conquistou corações ...

Mas, como pedra preciosa você foi quebrada,

e hoje você irradiam os anjos,

em um local onde já reinava a alegria,

mas hoje reina ainda mais.

Você, querida Isabella é mais luzinha no ceú do Brasil!

Você, doce Isabella é uma estrelinha,

um sorriso, um anjo, que levou nova vida ao paraíso!

Descanse em PAZ!


Oração da criança

Pai, querido!

Eu quero ser criança, com todo o direito de ser criança.
Quero poder brincar e quero poder tocar no outro
com a leveza da minha brincadeira.
Quero poder sorrir e quero, ao sorrir, ajudar o outro a
perceber que ainda há motivos para ter esperança.
Quero correr e, ao correr, ampliar os horizontes,
daqueles que não perceberam que, além das cercas,
há um tempo enorme, cheio de verde e de vida.
Um campo que é um convite a sair do lugar de sempre.
Quero dançar e, ao dançar, trazer outras pessoas
para minha dança, para que sintam que o
corpo é um presente e, quando se une
a outros corpos ao som da música,
torna-se ainda mais presente, leve e belo.
Quero cantar e, ao cantar, alcançar pontos
mais distantes que, talvez com a minha mão ou
outra parte do meu corpo, eu não conseguiria atingir.
O meu cantar chega a qualquer canto.
E o meu canto é o Teu canto.
Quero aplaudir e, ao aplaudir,
envolver toda a gente nesse aplauso.
Ao aplaudir, quero ensinar e aprender que ninguém
é feliz quando não se preocupa com a felicidade do outro.
Quero nadar. E, ao nadar, sentir-me participando da natureza.
E assim contemplá-la. E assim defendê-la.
E assim construir um mundo mais bonito para mim
e para quem virá depois de mim.
Quero rezar.
E, ao rezar, sentir que não estou sozinho e que nunca estarei.
Sentir que tua presença não me tira a liberdade.
Ao contrário, faz-me livre na essência, porque me livra do mal.
Quero amar.
E, ao amar, sentir-Te.
E, ao sentir-Te, fazer a diferença na vida de quem eu vier a amar.
Amar sem economias.
Amar sem barreiras, sem fronteiras.
Amar como em um vôo leve, profundo, delicado, forte.
Amar com todas as ações e contradições do verbo amar.
Quero amar.
Quero viver.
Quero viver a vida inocente e a vida perigosa.
Quero viver a saudade e a chegada.
Quero viver a lembrança e o esquecimento.
Quero viver o vulcão e a calmaria.
E sei que estarás comigo, para que minha travessia seja intensa e feliz.
Ainda sou criança, Senhor, mas tenho tudo isso pela frente.
E não é à toa que estou aqui.
E, um dia, quero poder
olhar para trás e dizer:
valeu a pena.
Cada lágrima derramada.
Cada noite mal dormida.
Cada soluço.
Cada aperto no peito.
Cada riso ou gargalhada.
Cada mão estendida.
Cada abraço.
Tudo valeu a pena porque fez parte de um caminhar.
Um caminhar difícil, fácil.
Depende.
De Ti e de mim.
Ainda sou criança, Senhor!
Que eu seja a eterna criança.
Pronta para mais uma história.
Mais uma canção.
Ainda sou criança, Senhor!
Ainda não deconfio do amor.
nem gostaria de desconfiar.
Senão, por que viver?
Cuida dos meus sentimentos de criança.
Cuida de mim, hoje, amanhã e sempre, por favor.

Cuida de mim, Senhor!

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Faby...♥ ás 08:30

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(FOTO RETIRADA DA INTERNET)
“Se deixarmos de fazer o que precisamos
para proteger a criança e o adolescente,
que diferença teremos
daqueles que as violentam?”
(Jefferson Drezett).

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Faby...♥ ás 08:07

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"O ato de educar só se dá com afeto,


só se completa com amor"


Gabriel Chalita



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Faby...♥ ás 07:43

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quarta-feira, 26 de março de 2008

ATENÇÃO

Palestra
Conhecendo a síndrome de Down - desfazendo mitos
Data: 09/04/2008 das 18:00h ás 20:00h
Palestrante
Cássia Valéria Colhone
(fisioterapeuta do CEESD)
Período de Inscrição
26 de março a 07 de abril
pelo telefone (19) 3252-9889, com Kelly.
Investimento
2 detergentes ou 4 rolos de papel higiênico.
Localização
Centro de Educação Especial Síndrome de Down
End: Rua Ezequiel Magalhães, 99 Vila Brandina
Campinas/SP Tel: (19) 3252-9889
Maiores Informações

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Faby...♥ ás 10:32

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Maiores Informações: http://sentidos.uol.com.br/premiosentidos2008/

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Faby...♥ ás 09:23

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domingo, 23 de março de 2008


Páscoa é...
Páscoa é ser capaz de mudar,
É partilhar a vida na esperança,
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.

Páscoa é dizer sim ao amor e à vida,
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É vivenciar a solidariedade.

Páscoa é ajudar mais gente a ser gente,
É viver em constante libertação,
É crer na vida que vence a morte.
Páscoa é renascimento, é recomeço,

É uma nova chance pra gente melhorar

As coisas que não gostamos em nós.
Para sermos mais felizes por conhecermos

A nós mesmos mais um pouquinho e vermos
Que hoje somos melhores do que fomos ontem.

Feliz Páscoa!!!!Beijinhus no ♥

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Faby...♥ ás 14:22

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quinta-feira, 13 de março de 2008

Dia 15 de março, sábado, às 10h30, na sede do Instituto Ser, haverá a Terapia Comunitária, uma atividade aberta à comunidade, é gratuita e pretende tecer uma rede de experiências de vida com o objetivo de ampliar o grupo de apoio e propor soluções para amenizar os problemas, conflitos pessoais e sociais. Todas as pessoas da Região Metropolitana de Campinas (RMC) estão convidadas a participar desses encontros programados para acontecer uma vez por mês.A Terapia Comunitária é organizada pelo Movimento Integrado de Saúde Mental Comunitária (Mismec), coordenado pelo professor-doutor Adalberto Barreto, que contou com o apoio de outros centros, departamentos e universidades. Atualmente tem o apoio do Ministério da Saúde. Inicialmente com o modelo proposto para a favela do Pirambú, Fortaleza (CE), o projeto 4 varas foi estruturado em Pesquisa-Ação-Participação.O Instituto SER é o único centro da RMC capacitado para oferecer à comunidade esse tipo de serviço. Mas o que é, afinal, essa terapia?Como todas as terapias, pretende auxiliar o indivíduo a encontrar as soluções para seus problemas. Como uma terapia comunitária, pretende formar vínculos e redes solidárias, proporcionando de modo mais eficaz a oportunidade de resolução das aflições e dos problemas por meio das experiências relatadas. Não é, de forma alguma, um local para julgamentos. Aliás, existe uma metodologia que permite o uso da criatividade dos agentes comunitários, mas sempre com regras e um formato científico. Assim, há um conjunto de técnicas específicas que são utilizadas pelos profissionais da saúde para os encontros.A Terapia Comunitária serve para as pessoas que querem aliviar tensões, inquietações, angústias, sofrimento, buscando autonomia e resgate da auto-estima. Os encontros em grupo são sempre ricas manifestações culturais e são gratuitas. Empresas e outras corporações também fazem uso da Terapia Comunitária.
Local: Instituto SER
Rua Arnaldo Barreto, 681 São Bernardo - Campinas - S.P.
(próximo Av. das Amoreiras)
Lembre-se: Participação Gratuita!
Um forte abraço!!!!
Valéria Ribeiro
Assessora de Comunicação
(19) 3272-2520
"um lugar especial para pessoas especiais"

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Faby...♥ ás 07:31

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terça-feira, 11 de março de 2008


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Faby...♥ ás 11:07

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sábado, 8 de março de 2008


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Faby...♥ ás 18:49

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Uns querem um emprego melhor.
Outros, só um emprego.
Uns querem uma refeição farta.
Outros, só uma refeição.
Uns querem uma vida mais amena.
Outros, apenas viver.
Uns querem pais mais esclarecidos.
Outros, ter pais.
Uns querem ter olhos claros.
Outros, enxergar.
Uns querem ter voz bonita.
Outros, falar.
Uns querem silêncio.
Outros, ouvir.
Uns querem sapato novo.
Outros, ter pés.
Uns querem um carro.
Outros, andar.
Uns querem o supérfluo.
Outros, apenas o necessário.
(Chico Xavier)

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Faby...♥ ás 18:43

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DICA
HOTEL COM ACOMODAÇÃO PARA DEFICIENTES FÍSICOS
Um dos diferenciais importantes do Hotel Pousada Le Château refere-se à possibilidade de acomodar pessoas com necessidades especiais. Ou seja, a pousada possui 02 apartamentos que possibilitam um acesso confortável para aqueles que utilizam cadeiras de rodas. Os banheiros, além de espaçosos, possuem barras de apoio, assentos fixos nas paredes ou não para os banhos, vasos sanitários com assentos “altos” etc. Os apartamentos contêm uma cama de casal ou solteiro, com possibilidade de transformá-los em aptos. conjugados, acomodando mais 02 pessoas.

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Faby...♥ ás 14:53

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Faby...♥ ás 14:21

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sexta-feira, 7 de março de 2008


Faby...♥ ás 11:39

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Dica de Livro
O livro é um relato verídico de uma mãe que viu seu filho se desenvolver de forma como ela jamais esperava. Ela conta sobre sua vida desde a descoberta da gravidez até os cinco anos de vida do seu filho. Descreve o que observou e sentiu neste período. É uma atitude corajosa e generosa. Corajosa porque se expõe e fala de seus sentimentos, e generosa porque contribui para que outros pais e especialmente os profissionais da área da saúde possam fazer uma reflexão. É um livro também de esperança, pois nos mostra como é possível elaborar situações dramáticas e dolorosas, criando a partir da dor e assim ajudando a si mesmo e aos outros.
Para comprar o livro acesse: http://www.umamaeespecial.com.br/
Boa Leitura!!!

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Faby...♥ ás 01:55

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Curso: Alfabetização para Crianças

com Necessidades Especiais

( Com Certificado)

O curso Alfabetização de Crianças com Necessidades Especiais, vem abordar um assunto de suma importância em sala de aula regular: a inclusão.Mas não somente a inclusão como teoria e legislação; mas como prática do dia a dia do educador.Ele traz ferramentas para que o educador trabalhe com alunos de inclusão em sala de aula regular; uma realidade que nós educadores convivemos em todos os sentidos.

Curso: Alfabetização para Crianças com Necessidades Especiais

Data: 29 de março de 2008

Horário: Das 8:00 às 12:00 e das 13:30 às 17:30

Carga horária: 08 horas contendo parte teórica e prática

Publico alvo: Estudantes, Professores, Pedagogos Pais e demais interessados.

Vagas: 40Investimento: R$ 120,00 dividido em 2x (parcelas de R$ 60,00)

até 10/02/2008 ouR$ 150,00 em 3X (parcelas de R$ 50,00)

de 11/02/2008 até 12/03/2008Local

Clínica Aldeia da Vida

Endereço: Rua Costa Aguiar, nº 1810,

Ipiranga São Paulo/SP

Informações: curso@educarsol.com.br

Tel.: (11) 9318 3059 6914 0139 9690 8783
http://educarsol.com.br/cursos

Fonte:http://www.umamaeespecial.com.br/

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A verdadeira perfeição
está em enxergar além
daquilo que vemos
"Antônia Yamashita"

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Faby...♥ ás 00:33

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quinta-feira, 6 de março de 2008



ATENÇÃO

A UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

VAI ABRIR INSCRIÇÕES PARA O VESTIBULAR 2008

A partir de agosto de 2008 a UFSC oferecerão o Curso de Letras Libras na modalidade Licenciatura (formação de professores de libras) e Bacharelado (formação de tradutores e intérpretes).

As informações sobre o processo seletivo para o Curso de Letras Libras (Licenciatura e Bacharelado) serão divulgadas no site a partir do final de março de 2008.

Pólos onde serão oferecido os cursos

☺UFSC - Florianópolis - SC

☺UFAM - Manaus - AM

☺UFBA - Salvador - BA

☺UFC - Fortaleza - CE

☺UFSM - Santa Maria - RS

☺Unb - Universidade de Brasília

☺USP - Universidade de São Paulo

☺CEFET - Goiânia - GO

☺INES - Laranjeiras - RJ

☺UNICAMP - Campinas - SP

DIVULGAÇÃO DO EDITAL E MAOIRES INFORMAÇÕES NO SITE.

http://www.prolicen.ufsc.br/hiperlab/avalibras/moodle/prelogin/

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Faby...♥ ás 12:02

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CURSO DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA


APAE oferece curso a partir de 15 de Março

O Instituto APAE convida para o curso DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA cujos objetivos são: proporcionar conhecimentos fundamentais e específicos sobre a inclusão da pessoa com deficiência intelectual na rede regular de ensino bem como oferecer alternativas, técnicas e recursos com atenção à diversidade.

Com 180h presenciais distribuídas em módulos e com auxílio de recursos audiovisuais, textos básicos e sugestões de leituras complementares, o conteúdo programático expressa a experiência pioneira dos cursos oferecidos pela APAE de São Paulo desde 1970, oferecendo formação ampla àqueles que se interessam em atuar na área da deficiência intelectual.

Módulos
Módulo I Fundamentos biopsicosociais da deficiência intelectual

Módulo II Redes políticas, sociais e cidadania

Módulo III Fundamentos da educação inclusiva e processos de ensino-aprendizagem

Módulo IV Educação profissional e inclusão da pessoa com deficiência intelectual no mundo do trabalho

Módulo V Aspectos biopsicosociais do envelhecimento da pessoa com deficiência intelectual

Módulo VI Oficina pedagógica

Módulo VII Iniciação científica Público – alvo profissionais e estudantes das áreas de educação, saúde e afins

Local Instituto APAE - Rua Loefgreen, 2109
Vila Clementino, São Paulo – SP.
(próximo a estação Santa Cruz do metrô)

Início: 15 de março de 2008
(aulas aos sábados das 09h às 17h)
Valor R$ 1.200,00
(à vista com 20% de desconto ou em 6x de R$ 200,00)
VAGAS LIMITADAS - INSCRIÇÕES ABERTAS

Contato:instituto@apaesp.org.br
Telefone (11) 5080-7061 fax (11) 5080-7031

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Dicas: Aprendendo a Integrar
Beijinhus...

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Olá pessoal!!!

Não deixe de ver este vídeo sobre: Os cinco sentidos humanos

Vale a pena assistir !

Beijinhos...

Site:http://www.mundorecord.com.br/play/b4f3ca8f-3545-47e1-b12d-992c1336bff9

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quarta-feira, 5 de março de 2008


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terça-feira, 4 de março de 2008



Surdez ou deficiência auditiva ?

Por: Maria Inês da S Vieira
A perda de audição pode ocorrer no período pré-lingüístico (antes de adquirir linguagem) ou pós-lingüístico (após ter adquirido linguagem).A pessoa que perde parte da audição após ter adquirido linguagem por meio da via auditiva, mantém a capacidade de se expressar oralmente e se comunicar com as pessoas desde que seja em ambiente calmo, onde uma pessoa fale de cada vez e fique de frente para possibilitar a leitura dos lábios. Este pode ser considerado um deficiente auditivo, uma vez que teve acesso à cultura e língua da sociedade ouvinte.
Deficiente auditivo é considerado, também, aquele que tem uso da audição dificultada parcialmente.De uma forma geral, segundo Perlin (2000), esse grupo não se enquadra na cultura surda, visto que possuem um problema que pode ser eliminado pelo simples aumento de volume de som e/ou aprarelhos de amplificação sonora.Já a pessoa que perde a audição antes de adquirir linguagem, estará impossibilitada organicamente de adquiri-la por meio da via auditiva, principalmente quando forem de grau severo ou profundo.Segundo Skliar (1997) o uso do termo Surdo ou deficiente auditivo aponta, também e principalmente, para uma diferença de concepção da surdez:1. Concepção clínico patológica que concebe a surdez como uma deficiência a ser curada através de recursos como: treinamento de fala e audição, adaptação precoce de aparelhos de amplificação sonora individuais, intervenções cirúrgicas como o Implante Coclear etc.
Nesse sentido o encaminhamento é o trabalho fonoaudiológico e a escola comum, com o objetivo de “integrar” a pessoa surda no mundo dos ouvintes através da “normatizaçao” da fala.2. Concepção sócio antropológica que concebe a surdez como uma diferença a ser respeitada e não uma deficiência a ser eliminada. O respeito à surdez significa considerar a pessoa surda como pertencente a uma comunidade minoritária com direito à língua e cultura própria.
Segundo Moura (2000), cultura não como relacionada a etnia, nação ou nacionalidade, mas como lugar de direitos coletivos para a determinação própria do grupo. No caso do Surdo, podemos constatar as diferenças nos aspectos de comportamento lingüístico, de valores e atitudes, em que a surdez não é vista como uma doença, mas como diferença; de estilos cognitivos gerados por uma perda auditiva que faz com que o Surdo tenha uma forma diferente de perceber o mundo, de práticas sociais que se estabelecem pela via visual e ter em uma língua visual espacial sua língua natural (primeira língua). A língua da comunidade surda é a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS. Os termos "surdo" e "surdez" são preferidos pela comunidade surda por considerarem que "deficiente auditivo" e "deficiência auditiva" são termos que dizem respeito ao déficit biológico, ao que falta ao sujeito e escondem preconceitos. Ser Surdo significa saber-se um sujeito diferente e não deficiente, que pertence a uma comunidade minoritária que compartilha uma cultura e língua visual espacial, a língua de sinais. Direito est,e garantido pelo Decreto no. 5626/05, que regulamenta a Lei de Oficialização da LIBRAS de no. 10.436/02 e a Lei de Acessibilidade de no. 10.098/00.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
MOURA, M.C. O Surdo – Caminhos para uma Nova Identidade. Rio de Janeiro: Livraria e Editora RevinteR Ltda, 2000. p.109-145
PERLIN, G. Identidade Surda e Currículo. In Lacerda, CBF e Góes
MCR (org.) Surdez – Processos Educativos e Subjetividade, São Paulo: Editora Lovise LTDA, 2000. p.23 – 28
SKLIAR C. Uma perpectiva sócio-histórica sobre a psicologia e a educação dos surdos. In C.
Skliar (org.) Educação e Exclusão. Porto Alegre: Ed. Mediação, 1997.
VIEIRA, M.I.S – O efeito do uso de sinais na aquisição de linguagem por crianças surdas filhas de pais ouvintes. Dissertação de Mestrado. Programa de Distúrbios da Comunicação – PUCSP, 2000.

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Faby...♥ ás 10:39

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(GIF RETIRADO DA INTERNET)
Se você deixa de ver a pessoa, vendo apenas a deficiência quem é o cego?
Se você deixa de ouvir o grito do seu irmão para a justiça, quem é o surdo?
Se você não pode comunicar-se com sua irmã e a separa, quem é o mudo?
Se sua mente não permite que seu coração alcance seu vizinho, quem é o deficiente mental?
Se você não se levanta para defender os direitos de todos, quem é o aleijado?
A atitude para com as pessoas deficientes pode ser nossa maior deficiência...
E a sua também.
(Autor desconhecido)

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Faby...♥ ás 03:12

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A ASSOCIAÇÃO ASSISTENCIAL COM VIDA
OFERECE GRATUITAMENTE O
GUIA DE AJUDA
PARA PAIS DE CRIANÇAS
COM DEFICIÊNCIA MENTAL
E TRANSTORNOS INVASIVOS
DO DESENVOLVIMENTO
BAIXE AGORA ACESSANDO O SITE:

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Faby...♥ ás 01:49

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PARTICIPE VOCÊ TAMBÉM!

ABRAÇE ESTA CAUSA

VAMOS ASSINAR!

ACESSE O SITE

www.assinoinclusao.org


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segunda-feira, 3 de março de 2008

(GIF RETIRADO DA INTERNET)
A escola inclusiva do século XXI: as crianças podem esperar tanto tempo?

Marina da Silveira Rodrigues Almeida

“Para entender é preciso esquecer quase tudo o que sabemos. A sabedoria precisa de esquecimento. Esquecer é livrar-se dos jeitos de ser que se sedimentaram em nós, e que nos levam a crer que as coisas têm de ser do jeito como são. (...)”. (Rubem Alves)
O movimento inclusivo já é real em alguns lugares. A sociedade está sofrendo mudanças fundamentais precisam ser efetivadas e adaptadas às novas exigências, como a capacidade solidária entre as pessoas. O homem mudou consideravelmente a sua história, seus rumos, seu eco-sistema, muitas foram às modificações ocorridas pelos avanços da ciência, contudo há muitas pessoas em grave sofrimento, quer seja por fome, desamparado, injustiça social, preconceito, perseguição política, tragédias dentre outros fatos sociais.Percebemos cada vez mais textos e publicações falando de inclusão, seus benefícios, seus sucessos quer sejam no âmbito da educação, no mundo do trabalho ou nas relações entre pessoas, mas carecemos de mudanças que caminham ainda a passos curtos.A sociedade do terceiro milênio é uma sociedade em que não há mais espaço para a exclusão. A inclusão é um dos princípios fundamentais para a transformação humanizadora desta sociedade do terceiro milênio.É ainda muito difícil pensar que a educação tem seu movimento lento, porque exatamente seu objeto de intervenção é a criança, e sendo ser humano temos tempo para maturar tudo e isso leva anos. Qualquer que seja a transformação na educação ela é paulatina, mas isso não impede de construirmos atitudes e práticas em nosso cotidiano com o devido tempo e cuidado.A escola urge em sua mudança estrutural, é impossível falarmos de Educação Inclusiva com as escolas ainda funcionando com séries, currículos fechados e ou adaptações curriculares e avaliações formatadas, com professores trabalhando sozinhos e com práticas reducionistas ou adaptadas. Urgimos da mudança de funcionamento do sistema escolar por ciclos, currículos individuais, progressão continuada, avaliações continuas e auto-avaliações, respeitando a individualidade de TODOS os alunos. Uma educação pautada na cooperação, na criatividade, na reflexão crítica, na solidariedade, uma educação libertária e emancipadora.Avançando nas práticas inclusivasDe acordo com o Seminário Internacional do Consórcio da Deficiência e do Desenvolvimento (International Disability and Development Consortium - IDDC) sobre a Educação Inclusiva, realizado em março de 1998 em Angra, na Índia, um sistema educacional só pode ser considerado inclusivo quando abrange a definição ampla deste conceito, nos seguintes termos: Reconhece que todas as crianças podem aprender; Reconhece e respeita diferenças nas crianças: idade, sexo, etnia, língua, deficiência/inabilidade, classe social, estado de saúde (HIV, Tuberculose, Hemofilia, Hidrocefalia, ou qualquer outra condição); Permite que as estruturas, sistemas e metodologias de ensino atendam as necessidades de todas as crianças; Faz parte de uma estratégia mais abrangente de promover uma sociedade inclusiva; É um processo dinâmico que está em evolução constante; Não deve ser restrito ou limitado por salas de aula numerosas nem por falta de recursos materiais.
Estas perspectivas históricas levam em conta a evolução do pensamento acerca das pessoas com deficiência ao longo dos últimos cinqüenta anos, no entanto, elas não se desenvolvem simultaneamente em todos os países, e conseqüentemente retrata uma visão histórica global que não corresponde ao mesmo estágio evolutivo de cada sociedade.Estas perspectivas são descritas segundo Peter Clough:
1. O Legado Psico-médico ou clínico: (predominou na década de 50) vê o indivíduo como tendo de algum modo um deficit/patologia e por sua vez defende a necessidade de uma educação especial para aqueles indivíduos.
2. A Resposta Sociológica: (predominou na década de 60) representa a crítica ao legado psico-médico, e defende uma construção social de necessidades educativas especiais.
3. Abordagens Curriculares: (predominou na década de 70) enfatiza o papel do currículo na solução e, para alguns escritores, eficazmente criando - dificuldades de aprendizagem.
4. Estratégias de Melhoria da Escola: (predominou na década de 80) enfatiza a importância da organização sistêmica detalhada na busca de educar verdadeiramente.
5. Crítica aos Estudos da Deficiência: (predominou na década de 90) frequentemente elaborada por agentes externos à educação, elabora uma resposta política aos efeitos do modelo exclusionista do legado psico-médico.

Um acordo foi celebrado em 25 de agosto de 2006 em Nova Iorque, por diversos Estados em uma convenção preliminar das Nações Unidas sobre os direitos da pessoa com deficiência o qual realça, no artigo 24, a Educação Inclusiva como um direito de todos. O artigo foi substancialmente revisado e fortalecido durante as negociações que começaram há cinco anos. Em estágio avançado das negociações, a opção de educação especial (segregada do ensino regular) foi removida da convenção, e entre 14 e 25 agosto de 2006, esforços perduraram até os últimos dias para remover um outro texto que poderia justificar o segregação de estudantes com deficiência. Após longas negociações, o objetivo da inclusão plena foi finalmente alcançado e a nova redação do parágrafo 2 do artigo 24 foi definida sem objeção.Cerca de sessenta delegações de Estado e a Liga Internacional da Deficiência (International Disability Caucus), que representa cerca de 70 organizações não governamentais (ONGs), apoiaram uma emenda proposta pelo Panamá que obriga os governos a assegurar que: as medidas efetivas de apoio individualizado sejam garantidas nos estabelecimentos que priorizam o desenvolvimento acadêmico e social, em sintonia com o objetivo da inclusão plena.A Convenção Internacional sobre Pessoas com Deficiência é o primeiro tratado dos direitos humanos do Século XXI e é amplamente reconhecida como tendo uma participação da sociedade civil sem precedentes na história, particularmente de organizações de pessoas com deficiência.Elementos significativos do artigo 24 da instrução do esboço:Nenhuma exclusão do sistema de ensino regular por motivo de deficiência; Acesso para estudantes com deficiência à educação inclusiva em suas comunidades locais; Acomodação razoável das exigências indivíduais; O suporte necessário dentro do sistema de ensino regular para possibilitar a aprendizagem, inclusive medidas eficazes de apoio individualizado. Barreiras ao Ensino Inclusivo:Atitudes negativas em relação à deficiência; Invisibilidade na comunidade das crianças com deficiência que não freqüentam a escola; Custo; Acesso físico; Dimensão das turmas; Pobreza; Discriminação por gênero; Dependência (alto nível de dependência de algumas crianças com deficiência dos que as cuidam).
Aliás, Educação Inclusiva, é na realidade uma redundância, visto que educação prevê-se atender a todos, mas a história nos conta outra versão. Uma versão altamente influenciada pelo poder, este que institui, institucionaliza, normatiza, pune e separa as pessoas das outras.“(...)
São extraordinários os esforços que estão sendo feitos para fazer nossas linhas de montagem chamadas escolas tão boas quanto às japonesas. Mas o que eu gostaria mesmo é de acabar com elas. Sonho com uma escola retrógrada, artesanal...Impossível? Eu também pensava.
Mas fui a Portugal e lá encontrei a escola com que sempre sonhara: a Escola da Ponte (dirigida pelo educador José Pacheco). Encantei-me vendo o rosto e o trabalho dos alunos: havia disciplina, concentração, alegria e eficiência.(...) Disse, numa outra crônica, que quero escola retrógrada. Retrógrado quer dizer “que vai para trás”. Quero uma escola que vá mais para trás dos “programas” científicos e abstratamente elaborados e impostos. Uma escola que compreenda como os saberes são gerados e nascem. Uma escola em que o saber vá nascendo das perguntas que o corpo faz. Uma escola em que o ponto de referência não seja o programa oficial a ser cumprido (inutilmente!), mas o corpo da criança que vive, admira, se encanta, se espanta, pergunta, enfia o dedo, prova com a boca, erra, se machuca, brinca.
Uma escola que seja iluminada pelo brilho dos inícios. * Correio Popular, Caderno C, 14/05/2000 – texto publicado originalmente com o título: “Quero uma escola retrógrada”, Rubem Alves..Para Foucault, o poder é algo que circula pelo social, não permanece em lugar único na sociedade. É relacional, ou seja, está numa relação de forças constante, com diferença de potencial. É dinâmico, pode ser invertido a qualquer momento. Se for uma relação, é preciso haver uma cumplicidade. Onde há saber, há poder. Mas é importante acrescentar: onde há poder, há resistência. Se por um lado novos saberes, novas tecnologias ampliam e aprofundam os poderes na sociedade disciplinar em que vivemos – pensemos no alcance dos meios de comunicação de massa como possíveis formas de controle e manipulação – por outro, sujeitos cada vez mais conscientes lutam contra as forças que tentam reduzí-los a objetos, contra toda heteronomia, contra as múltiplas formas de dominação sempre criativas e renovadas.As diversas formas de resistência se articulam em rede nas lutas pela auto-determinação pela conquista efetiva da democracia, nas denúncias contra o racismo e o sexismo, nas revoltas contra toda forma de discriminação, exclusão e violência, na preocupação com a ecologia e a reflexão crítica sobre os limites éticos das conquistas científicas e tecnológicas.Estamos todos envolvidos nessas lutas e nossa participação consciente e lúcida, lá onde nos encontramos, na vida cotidiana, em nossa prática, no trabalho, nas instituições, precisa ser animada pela esperança de sucesso da construção de uma nova sociedade onde saberes e poderes estejam a serviço do "cuidado de si", do "cuidado dos outros" e do "cuidado da vida".Paulo Freire (2001) escreveu em sua obra “Pedagogia do Oprimido”: “Somente quando os oprimidos descobrem, nitidamente, o opressor, e se engajam na luta organizada por sua libertação, é que começam a crer em si mesmos, superando, assim sua convivência com o opressor”.Portanto, de que tempo estamos falando?
De que escola? De que currículo?De que avaliação?E para quem?A quem servimos?
Michel Foucault em sua obra “Vigiar e Punir” (1999) refere-se à organização do tempo como uma forma de controle da atividade humana. Para este autor, a existência de horários é uma herança das comunidades monásticas que detalhavam os tempos de seus dias, obrigavam a determinadas ocupações e estabeleciam ciclos de repetição.A partir das modificações trabalhistas que ocorrerão especialmente no início do século XIX, o tempo passa a ter um caráter de utilidade; nas fábricas deve-se “garantir a qualidade do tempo empregado: controle ininterrupto, pressão dos fiscais, anulação de tudo o que possa perturbar e distrair; trata-se de constituir um tempo integralmente útil”.Segundo o autor, a partir especialmente dos séculos XVII e XVIII, a noção de disciplina passou a adquirir o caráter de dominação. O ser humano passou a ter seu corpo e seu comportamento manipulados pelo poder, que se utilizou, dentre outras formas de controle, da organização do tempo, o que permitiu uma utilização mais eficiente do mesmo e das atividades humanas. Esse controle possibilitou uma intervenção contínua, permitindo a correção, a eliminação e o castigo.Na maioria das nossas escolas esta herança permanece nas rotinas da estrutura escolar, nas atitudes do cotidiano, na perpetuação das práticas pedagógicas sem sentido, na repetência dos alunos, na seriação, nas adaptações curriculares e nas avaliações formatadas. Tudo dentro de um sistema que requer tempo, punição e repetição.
O tempo escolar pode ser entendido como um dos aspectos da cultura escolar; é um tempo específico, diferente de outros tempos; é institucional e organizativo; é parte de uma organização cultural e específica e como tal, resulta de uma construção histórica. A arquitetura temporal, assim como a espacial, conforma e é conformada pelas concepções pedagógicas de cada momento histórico. Tempo e espaço são elos de uma mesma corrente de formação; ambos orientam condutas e organizam atividades, determinam o aceitável e o impróprio, permitem e negam determinados comportamentos. Assim, a organização destes elementos acaba se subordinando às premissas da ciência do momento considerado; a prática educativa torna-se um instrumento de coerção civilizatória.A cronologia compara e integra movimentos que não estão presentes em simultaneidade; estabelece relações entre o passado e o futuro. Como a relevância do tempo depende da capacidade para mediar às relações entre o passado e o futuro de um presente, a cronologia promove, por si mesma, uma determinada experiência e consciência temporal que se articula a partir dela. Assim como a idéia de tempo pode ser única e plural a um só tempo, há também tempos individuais e coletivos, e há tempos institucionalizados, dentre estes, o tempo escolar. A criança experimenta desde cedo o caráter coercitivo do tempo. Ao crescer, aprende a interpretar os códigos temporais e a pautar sua conduta sob sua orientação; para desempenhar seu papel na sociedade deverá aprender a desenvolver um sistema de autodisciplina de acordo com esta instituição social.Para Frago, a transformação da coerção exercida pelo tempo padronizado num sistema de autodisciplina ilustra “a maneira como o processo civilizador contribui para formar os hábitos sociais que são parte integrante de qualquer estrutura de personalidade.” A escola torna-se, no mundo civilizado, um dos mais importantes meios de aprendizagem destes signos temporais.O tempo escolar não é uma estrutura neutra; é um dos instrumentos mais poderosos para generalizar uma idéia de tempo como algo mensurável e objetivo que traz implicitamente determinadas concepções pedagógicas; proporciona uma visão da aprendizagem como processo de seleção e opções, de ganhos e perdas, de avanços e progressos. Michel Foucault observa que especialmente a partir do século XVIII, o tempo (e o espaço) é reorganizado em função do que ele chama de poder disciplinar. Essa nova organização do tempo, de um tempo disciplinar, se impõe pouco a pouco à prática pedagógica, citando o autor:“(...) especializando o tempo de formação e destacando-o do tempo adulto, do tempo do ofício adquirido; organizando diversos estágios separados uns dos outros por provas graduadas; determinando programas, que devem desenrolar-se cada um durante uma determinada fase, e que comportam exercícios de dificuldade crescente; qualificando os indivíduos de acordo com a maneira como percorreram essas séries. O tempo “iniciático” da formação tradicional (...) foi substituído pelo tempo disciplinar com suas séries múltiplas e progressivas. Forma-se toda uma pedagogia analítica, muito minuciosa. (...) Cada programa deve ser cumprido no seu tempo. Cada elemento constituinte do processo educativo deve ter a consciência das exigências do “tempo”; seu comportamento deverá estar pautado pelas determinações do controle disciplinar. Aqueles que, de alguma forma, não se adequarem a estas formas serão excluídos. (1999) Esta forma de organizar e controlar a utilização do tempo permite um controle detalhado do processo de aprendizagem, assim como dos indivíduos que a ele estão ligados. Desta maneira, a intervenção por parte daquele que dirige o processo torna-se mais precisa; a qualquer momento é possível corrigir e normalizar.As avaliações, provas graduais são também mecanismos para marcar e controlar o tempo, distinguindo os diversos níveis de aprendizagem. Elas possibilitam o controle da aplicação dos programas pré-estabelecidos pelo currículo. A esse respeito, as escolas procuram estabelecer normas que permitam à direção o controle do cumprimento do programa e da situação dos alunos frente a este programa. É mais uma demonstração de que o tempo escolar procura, em sua própria especificidade, regulamentar os tempos individuais; ele é, ao mesmo tempo, pessoal e institucional. É um tempo que deve ser interiorizado.O tempo escolar reflete também formas da gestão da escola, ele é percebido de modo diferente pelos membros dos estabelecimentos docentes. As divisões por série, as subcategorizações de classes (recuperação paralela, de apoio, de recursos, de aceleração, de gênero, de etnia, etc.), determinam a diversidade de percepção e vivência do tempo e do espaço. Um exemplo que temos são as chamadas classes de aceleração, que “aceleram o tempo” escolar destas crianças que estão em defasagem idade/série. Na realidade foram estas crianças que “perderam seu tempo” por um ensino que não atendeu suas reais necessidades, mas novamente são elas a serem “punidas e excluídas” em classes separadas, em nome da adequação do sistema educacional. O que constatamos nestes grupos de crianças e jovens, são as diferenças sociais e neste caso de hierarquia, acabam por justificar tratamentos não equivalentes, diversidade esta que também é aprendida e interiorizada desde a infância. A idéia de tempo útil apresenta-se nas instituições escolares como um reflexo desta concepção no mundo moderno; o professor deve maximizar a utilização do tempo e recebe uma série de orientações que podem indicar sanções no caso do não cumprimento da boa utilização do tempo.A distribuição do horário das aulas dentro da semana está ligada ao tempo, às exigências do mundo moderno e às questões internas da escola, como o cumprimento dos programas das disciplinas.Esta organização do tempo reflete determinadas concepções higienistas; assim como o espaço era passível de uma análise que deveria considerar a iluminação, o arejamento, a distribuição equilibrada dos corpos, o tempo deve ser também considerado dentro dos princípios de Higiene e Saúde. Justifica-se assim a existência dos períodos de férias, dos horários de recreio, dos intervalos. A distribuição do horário acaba por determinar também as dualidades: trabalho e descanso, tempo de aprender e de brincar, de silenciar e de falar. Os horários indicam ainda uma hierarquia de disciplinas pelo tempo a elas destinado. Assim, cabe lembrar que o tempo escolar educa e conforma, orientado por outros tempos sociais; ele condiciona e é condicionado pelo ritmo da vida social e é um dos primeiros tempos úteis a ser percebido pelas crianças.“É pela imposição de um ritmo próprio, escolar, marcado por sinais (como sinetas, gestos e olhares dos/as professores/as etc.) e pela delimitação do que pertence à sala de aula e o que fica fora dela, que se treinam os sujeitos para a aquisição de uma postura e uma disposição vistas como condizentes às atividades intelectuais e reflexivas. (Louro, 2000) Na escola aprende-se que há um lugar e um tempo para cada coisa; há comportamentos permitidos e proibidos, há normas que determinam o possível, ainda que sofram transgressões. Determina-se através das regras estabelecidas em cada instituição, o que se considera adequado à conduta de cada elemento. Assim, além de inculcar determinadas concepções sobre o tempo que devem ser interiorizadas, a escola acaba criando mecanismos de conformação às condutas esperadas. A organização do tempo escolar promove, através do estabelecimento de regras de comportamento, a aprendizagem de uma visão da escola como instituição com identidade própria, dotada de normas e códigos específicos.
“Exercitar, repetir, prestar atenção, fazer fila etc. são todas formas de expressão do tempo escolar que, além de aprisionar o conhecimento em uma teia de processos de ensino e estratégias de aprendizagem, articulam-se com uma rede disciplinar.” (Souza, 1998) As formas de mensuração do tempo e a força da presença desta mensuração acabam promovendo a existência de comportamentos que caracterizariam uma “segunda natureza” (Viñao Frago, 1994), pois se os comportamentos pautados pelo tempo não são característicos do ser humano, tornam-se parte de sua conduta através da interiorização de um símbolo social. Conclui-se assim que a escolarização não implica somente a aprendizagem ou de conteúdos específicos principalmente, a aprendizagem de determinadas concepções do tempo e do espaço. Como observa Viñao Frago:“Considerar alguém “alfabetizado” em termos escolares pressupõe a interiorização do sentido imperativo do tempo”.
Professor José Pacheco (2006), nos trouxe a luz a Escola da Ponte, apresentando uma proposta de mudança de paradigma do funcionamento da escola.Segundo o autor, em seu artigo “Resignificar a Escola” diz o seguinte:“(...)Para que se concretize a inclusão é indispensável a alteração do modo como muitas escolas estão organizadas. Para que a inclusão passe a ser mais do que um enfeite de teses, será preciso interrogar práticas educativas dominantes e hegemonicas. Será preciso reconfigurar as escolas.No passado, como nos nossos dias, há escolas cativas de vícios e ancoradas em práticas obsoletas, geradoras de insucesso. Há mais de um século, como hoje, há professores que se interrogam e tentam melhorar as escolas.
Mas há, também, “dadores” de aulas que recusam interrogações e que impedem que as escolas melhorem.Quando serão postos em prática os princípios de escola inclusiva enunciados, há dez anos, na Conferência de Salamanca? Quando se deixará de centrar o problema no aluno, para centrar numa gestão diversificada do currículo? Quando cessará a intervenção do especialista, num canto da sala de aula, e se integrará o especialista numa equipa de projeto?
Quando se concretizará uma efetiva diversificação das aprendizagens, que tenha por referência uma política de direitos humanos, que garanta oportunidades educacionais e de realização pessoal para todos?Por muito que isso desespere os adeptos do pensamento único, eu sei que é possível concretizar a utopia de uma escola que dê garantias de acesso e de sucesso a todos (e com excelência acadêmica!). E sei (como outros sabem) que isso é possível... na prática! Sabemos que há muitos professores conscientes da falência do tradicional modelo de organização e de que urge reconfigurar as escolas. Quantos professores eu conheço capazes de desconstruir estereótipos e de operar essa reconfiguração! Perguntar-se-á, então: O que impede que o façam? Por que não mudam as escolas?”Portanto, o artigo se propôs a uma reflexão crítica, um chamamento a realidade do funcionamento da instituição escola, a quem estamos servindo, de que maneira administramos nosso tempo, pensem sobre que tempo estamos falando e nas atitudes que podem ser tomadas no PRESENTE para a escola mudar e atender a TODOS com dignidade!

Marina da Silveira Rodrigues Almeida - Graduação em Psicologia pela UNISANTOS, Pedagoga em Educação Especial pelo Centro de Estudos Superiores do Carmo, Fundadora do Instituto Inclusão Brasil, Consultora em Educação Inclusiva e publicou vários livros sobre o tema.
Fonte: http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=1003

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Faby...♥ ás 12:06

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Aberta as inscrições em Campinas/SP para

Curso de Libras 2008.

As aulas serão aos sábados das 14:30 às 16:30.

Custo R$ 60,00 (mensais), material incluso neste valor.

Conteúdo: Teoria: estudos lingüísticos; Prática: vocabulário e conversação.

Mais informações ligue para (19)3242-9900.

Site:http://www.apascamp.org.br/

Até mais...beijinhus da Faby...♥

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Faby...♥ ás 07:54

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Jovem com Down surpreende família com gravidez rara

A jovem Maria Gabriela Andrade Demate, de 27 anos, da cidade de Socorro, tem síndrome de Down e está grávida de sete meses de uma menina.
A descoberta só foi feita há duas semanas, depois que ela sentiu a barriga mexer.
O pai da criança, Fábio de Moraes, de 27 anos, também possui um atraso mental em função de uma lesão cerebral que sofreu no primeiro mês de vida.
O casal namora há três anos. De acordo com o presidente do Comitê de Genética da Associação de Pediatria de São Paulo, Zan Mustacchi, o caso de Gabriela é raro, já que gravidez entre mulheres com síndrome de Down é, geralmente, conseqüência de abuso sexual. "Não conheço nenhuma história igual a deste casal.
Tive seis pacientes com Down grávidas e todas haviam sido vítimas de estupro", afirmou. Para o ultra-sonografista e especialista em medicina materno fetal Kléber Cursino, integrante da equipe que acompanha Gabriela, a gestação em mulheres com síndrome de Down é um fato recente, consequência da inclusão social e da convivência com outros pacientes portadores de alguma deficiência. "Essa gravidez é um exemplo de inclusão social.
As famílias são bem-estruturadas e apóiam o relacionamento do casal", disse.
A mãe da gestante, Laurinda Ferreira Andrade, de 51 anos, contou que a descoberta tardia deixou a família assustada e que, durante toda a gravidez, Gabriela praticou natação, equitação, ginástica e balé. "Ela sempre foi gordinha; só percebemos quando ela me falou que a barriga estava mexendo. Agora, ela pergunta como vai ser o parto e já escolheu o nome, Valentina.
São poucas histórias como essa, me sinto a escolhida", disse.
Segundo Cursino, mulheres com a síndrome têm seus órgãos reprodutivos bem formados, porém, a taxa de fertilidade é menor que em mulheres normais. Já os homens com Down têm a fertilidade comprometida. Ainda de acordo com Cursino, o risco de uma mulher com a síndrome gerar um feto normal é de 50%, 40% são afetados e 10% sofrem aborto.
"Provavelmente, os fetos comprometidos são abortados espontaneamente, por isso, é observado 60% de chance da criança ser normal", explicou. Com um diagnóstico pré-natal realizado por meio de um estudo das células fetais, é possível detectar com 90% de precisão se o bebê é saudável. O exame para saber se a filha de Gabriela tem síndrome de Down deve ficar pronto em uma semana. Laurinda lembrou que o preconceito, até mesmo da família de pessoas com a síndrome, impede que os portadores levem uma vida normal. "Pelo que sei, dificilmente, eles se relacionam como namorados. A história de Gabriela e do Fábio é muito bonita, eles se conheceram na Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e se amam muito.
Tudo que faço é apoiar o relacionamento dos dois, até porque sei que eu vou cuidar da Valentina junto com eles", afirmou.
Fonte: www.cosmo.com.br - inserida em 17/02/08
Mariana Teodoro - Agência Anhangüera
Gif retirado da internet

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Faby...♥ ás 07:40

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"A eficácia é mais importante que a eficiência."
Não conheço autor

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Faby...♥ ás 06:13

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(FOTO RETIRADA DA INTERNET)



ANJO DEFICIENTE

Aquela mãe, aquele pai, aquela avó, aquele avô ansiosamente aguardam o feliz dia do nascimento da criança que certamente virá encher de alegria os dias futuros da família.
Chega esse dia e, com grande surpresa, todos vêem que a pequena criança não é perfeitamente normal. A cada nova observação constata-se uma nova deficiência , talvez por motivos genéticos, talvez por acidente no momento do nascimento, no novo ser que chega ao início de sua vida.
A causa não é muito importante e sim as conseqüências que advirão certamente.
É o início de uma grande luta que modificará a vida de muita gente, principalmente daqueles que mais junto estarão do novo pequeno ser.A primeira dificuldade a vencer pelos parentes mais próximos será dominar a rejeição. É óbvio que não se trata de um objeto que se acaba de comprar e se verifica que está com defeito. Aqui é o amor que já estabelecia seus laços entre eles e o neném, antes mesmo do momento do parto e que agora aumenta e se fortalece pela presença. O amor, com seu extraordinário poder, anula a rejeição por completo.
As necessidades especiais da nova criança demandarão um imediato, constante, permanente e difícil aprendizado por parte de todos que dela cuidarão. Será um curso prático inevitável, além do aprendizado técnico que será indicado pelos especialistas das diversas áreas envolvidas.
Nova dificuldade a vencer será a vergonha ( injustificável ) que os familiares venham a sentir diante de seus pares, com crianças perfeitamente normais, nas atividades do dia a dia.
Fisicamente, também terá de haver desenvolvimentos, para suprir as deficiências daquela criança no transporte e em todas as suas necessidades diárias. Essas pessoas que lidam com os deficientes têm de se tornar portanto, fisicamente, intelectualmente, moralmente, e psicologicamente superiores ao padrão humano vulgar, e muito acima daquilo que eram antes das novas atividades assim impostas. Sem muito exagero podemos dizer que serão aprendizes de atletas, técnicos e monges. É muito comum se ver, em frente à ABBR, uma pessoa descer de um ônibus, portando ao colo um deficiente de peso quase igual ao seu próprio peso.
Um pai ou uma mãe de nível de instrução primário conversar falando em terapia hiperbárica. Sofrerão muito, sem dúvida, mas não esmorecerão, porque estarão sempre direcionadas a objetivos bem definidos, e sempre sentirão que seu sofrimento não é maior que o da pessoa assistida. Esta tem de lutar sem ter as armas adequadas, sentindo sempre, publicamente, a deficiência que o destino lhe impôs, não sendo capaz de fazer o que deseja e vê os outros fazerem.Isto não é uma batalha, mas uma guerra em que há muitas batalhas a vencer.
Uma a uma, essas batalhas vão sendo travadas. Umas são vencidas outras não.
Pequenas alegrias grandes decepções. Ao longo do tempo, com auxílio de profissionais capazes e dedicados, a evolução geralmente vai sendo alcançada tornando o deficiente menos deficiente. Em geral, a custa de grande empenho e muito sacrifício, pequenas metas (que para eles são muito grandes), são alcançadas.Um dia contudo, geralmente já na adolescência, muitas vezes termina a vida sofrida dessas crianças, que como anjos, partem para a eternidade, diante dos olhos tristes de seus responsáveis. Ela se foi...A sensação é de que tudo foi em vão.
Tanto esforço, tanto sacrifício, para no fim nada restar. Quanta coisa aquela pobre criança teve de aprender a custa de muito sofrimento. Quanto nós lhe ensinamos ao longo de trabalhosos anos em que dela cuidamos.... Mas será que nós fomos mesmo os professores e elas os alunos?Pensemos no que nós éramos ao início de tudo e no que chegamos a ser. Pensemos em quanto aprendemos ao longo desses anos, em variados campos da evolução humana......
Não: nós não fomos mestres e sim alunos aplicados. Esses anjos, com seu sacrifício, com seu sofrimento, muito fizeram por nós. Eles nos ensinaram muito e nos transformaram para muito melhor, sacrificando-se muito para atingir esse objetivo. Deus lhes recompense o sacrifício produtivo.Será que devemos mesmo chamá-los de Anjos deficientes?
Certamente será muito mais correto chamá-los ANJOS EFICIENTES.

O texto é em prosa mas o tema é poesia Rio de Janeiro

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Faby...♥ ás 06:05

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(GIF RETIRADO DA INTERNET)
Este site é muito útil, pois possui vários links relacionados com a
Educação Especial x Educação Inclusiva
VISITE!!!
BEIJINHUS DA FABY...☺

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Faby...♥ ás 05:38

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(GIF TIRADO DA INTERNET)
PESSOAL, VALE A PENA LER A EDIÇÃO DA REVISTA NOVA ESCOLA DE SET/2006
SOBRE: A INCLUSÃO QUE FUNCIONA
VOCÊ VAI LÊR:
Mudar é difícil, mas compensa;
Onde estudam os deficientes;
Cuidados diferentes para cada deficiência;
(Auditiva) Sempre fale de frente;
(Visual) Material específico;
(Física) Adaptar os espaços ;
(Mental) Tarefas individuais;
Todos juntos, sem preconceito;
Agora, as aulas fazem sentido;
Muito mais que integração;
O que dizem as leis;
Como obter ajuda.

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Faby...♥ ás 05:14

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(GIF RETIRADO DA INTERNET)
A educação inclusiva é um processo em que se amplia a participação de todos os estudantes nos estabelecimentos de ensino regular. Trata-se de uma reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas nas escolas de modo que estas respondam à diversidade de alunos.
É uma abordagem humanística, democrática, que percebe o sujeito e suas singularidades, tendo como objetivos o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de todos.
A Educação Inclusiva atenta a diversidade inerente à espécie humana, busca perceber e atender as necessidades educativas especiais de todos os sujeitos-alunos, em salas de aulas comuns, em um sistema regular de ensino, de forma a promover a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal de todos. Prática pedagógica coletiva, multifacetada, dinâmica e flexível requer mudanças significativas na estrutura e no funcionamento das escolas, na formação humana dos professores e nas relações família-escola. Com força transformadora, a educação inclusiva aponta para uma sociedade inclusiva. O ensino inclusivo não deve ser confundido com educação especial, a qual se apresenta numa grande variedade de formas incluindo escolas especiais, unidades pequenas e a integração das crianças com apoio especializado. O ensino especial é desde sua origem um sistema separado de educação das crianças com deficiência, fora do ensino regular, baseado na crença de que as necessidades das crianças com deficiência não podem ser supridas nas escolas regulares. Existe ensino especial em todo o mundo seja em escolas de frequência diária, internatos ou pequenas unidades ligadas à escola de ensino regular.

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Faby...♥ ás 04:53

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(FIGURA RETIRADA DA INTERNET)
A "educação especial" é o ramo da Educação, que ocupa-se do atendimento e da educação de pessoas com deficiência em instituições especializadas, tais como escola para surdos, escola para cegos ou escolas para atender pessoas com deficência mental. A educação especial realiza-se fora do sistema regular de ensino. Nesta abordagem, as demais necessidades educativas especiais que não se classificam como deficiência não estão incluídas.
A educação especial é uma educação organizada para atender especifica e exclusivamente alunos com determinadas necessidades especiais. Algumas escolas dedicam-se apenas a um tipo de necessidade, enquanto que outras se dedicam a vários. O ensino especial tem sido alvo de criticas, por não promover o convívio entre as crianças especiais e as demais crianças. Por outro lado, a escola direccionada para a educação especial conta com materiais, equipamentos e professores especializados. O sistema regular de ensino precisa ser adaptado e pedagogicamente transformado para atender de forma inclusiva.
Educação especial denomina tanto uma área de conhecimento quanto um campo de atuação profissional. De um modo geral, a educação especial lida com aqueles fenômenos de ensino e aprendizagem que não têm sido ocupação do sistema de educação regular, porém tem entrada na pauta nas últimas duas décadas, devido ao movimento de educação inclusiva. Historicamente a educação especial vem lidando com a educação e aperfeiçoamento de indivíduos que não se beneficiaram dos métodos e procedimentos usados pela educação regular. Dentro de tal conceituação, inclui-se em Educação Especial desde o ensino de pessoas com deficiências sensoriais, passando pelo ensino de jovens e adultos, até mesmo ensino de competências profissionais.
Dentre os profissionais que trabalham ou atuam em educação especial estão:Educador físico, Professor, Psicólogo, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo e Terapeuta ocupacional.

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Faby...♥ ás 04:06

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sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

(FOTO RETIRADA DA INTERNET)
"A maioria das pessoas aprecia só o que é "belo e perfeito".
Há uma natural atitude de espanto quando elas se deparam com algo diferente.
São poucas as pessoas que conseguem ver através de
um corpo diferente a alma que mora em seu interior."
(Adriana Leister e Christa Paternostro)
Trecho retirado do livro
"Penso,sinto, logo existo. Você sabia disso?"

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Faby...♥ ás 08:31

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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

(FOTO RETIRADA DA INTERNET)
E foi assim...
Quando eu pensava que você não era
Tive que aceitar que era
E aprender a te amar mesmo assim.
Quando eu imaginava que você não podia
Você foi lá e fez.
Nos momentos difíceis, eu me desesperava
E você sorria.
Nos momentos de dor, eu sofria
E você lutava...
Este é um trecho do livro
A Trajetória de uma Mãe Especial

Faby...♥ ás 10:35

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

barrinha"Quando perdemos o direito de ser diferentes,
perdemos o privilégio de ser livres".
(FRASE RETIRADA DA INTERNET)

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Faby...♥ ás 18:17

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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

barrinha
"Deficiente" é aquele que não consegue
modificar sua vida, aceitando as imposições
de outras pessoas ou da sociedade em que vive,

sem ter consciência de que é dono do seu destino.

Deficiente......
É aquele que não consegue modificar sua vida,
aceitando as imposibilidades de outras pessoas ou
da sociedade em que vive, sem ter consciência de que
é dono do seu destino.

Louco......
É quem não procura ser feliz com o que possui.

Cego......
É aquele que não vê o seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria.
E só tem olhos para seus méseros problemas e pequenas dores.

Surdo......
É aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo,
ou o apelo de um irmão, pois está sempre apressado para o trabalho
e quer garantir seus tostões no fim do mês.

Mudo......
É aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da
máscara da hipocrisia.


Paralítico......
É quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

Diabético......
É quem não consegue ser doce.

Anão......
É quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois "miseráveis"
são todos os que não conseguem falar com DEUS.

*Texto acima: anômino neste caso atribuido a Mário Quintana.
Quanto ao anonimato quando e o quanto ele deve ser usado hoje em dia pode ser um motivo de questionamento que faço.

O mundo pelo visto está cheio de "deficientes", "loucos" e adquire feições caóticas ditadas pelo medo, quando precisamos ser todos perdoados e compreendidos pelas nossas deficiências protegendo de qualquer forma o Amor, nosso único remédio eficaz para as situações patéticas que presenciamos bem próximas a nós ou através das janelas deste mundo que atingem nossas vidas em maior ou menos escala.
(Fonte:http://dedicadoaosamigos.blogspot.com/2006/08/deficiente.html)

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Faby...♥ ás 10:30

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Perfil

Nome: Fabiane Esteves

Aniversário: 08/12/1980

Cidade: Sumaré/SP

Profissão: Futura Pedagoga/2008

Frase: É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. "Sobretudo tenho medo de dizer por que no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo" (Clarice Lispector)


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Desde já agradeço.